Sob pressão de partidos, Marina Silva vê vaga ao Senado em SP ameaçada

Articulações de Márcio França ameaçam candidatura de Marina Silva ao Senado em SP

Por Suene Almeida, ContilNet 07/04/2026 Atualizado: há 4 dias

A corrida por uma vaga ao Senado na chapa da esquerda em São Paulo ganhou novos capítulos e colocou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva no centro das articulações políticas. Mesmo diante de pressões internas e movimentações de aliados, a ex-presidenciável decidiu manter sua candidatura e continuar na disputa por espaço na composição eleitoral liderada por Fernando Haddad (PT).

Nos bastidores, a definição das candidaturas ao Senado ainda está em aberto. Embora aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmem que a chapa não está fechada, diferentes partidos já começaram a se movimentar para garantir posição, o que intensificou a disputa dentro do próprio campo político. Um dos principais movimentos partiu do ex-ministro Márcio França (PSB), que anunciou publicamente sua pré-candidatura ao Senado e apresentou o ex-prefeito de Barueri, Rubens Furlan, como possível suplente.

Segundo informações do site Metrópoles, a antecipação foi interpretada por aliados como uma tentativa de consolidar apoio antes da decisão final da coligação. Enquanto isso, Marina Silva segue como um dos nomes considerados para a segunda vaga ao Senado.

A ministra optou por permanecer na Rede Sustentabilidade, mesmo após divergências internas no partido, reforçando a intenção de disputar o cargo por São Paulo. Nos últimos meses, ela chegou a ser convidada por outras siglas, como PSOL, PSB e PT, mas decidiu manter sua filiação.

Dentro das negociações, integrantes do PT avaliam que o fato de Marina estar em um partido menor pode dificultar sua posição nas conversas políticas. Ainda assim, aliados da ex-ministra defendem que sua trajetória nacional e sua atuação histórica na pauta ambiental mantêm seu nome competitivo.

A disputa ganhou ainda mais atenção porque cada estado elegerá dois senadores nas próximas eleições, com mandatos de oito anos. Uma das vagas já teria sinalização de apoio à ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, que se filiou ao PSB após deixar o MDB para integrar o grupo político ligado a Haddad.

Nos bastidores, aliados de Marina interpretam o anúncio antecipado de França como uma estratégia para pressionar a definição da chapa. Também existe preocupação entre integrantes da coligação sobre o espaço ocupado pelo PSB, que já integra outras posições importantes na aliança nacional.

Antes das movimentações eleitorais, chegou a ser cogitada a permanência de França no governo federal em outro ministério. No entanto, ele deixou o cargo dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral, garantindo a possibilidade de concorrer nas eleições de outubro.

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