A burocracia deu lugar à agilidade na Escola Edmundo Pinto, em Bujari. Desde as primeiras horas desta quinta-feira (9), uma estrutura de guerra foi montada pela Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Tribunal de Justiça (TJAC) para resolver um problema crônico: a falta de documentação básica no interior. Através do Projeto Cidadão, a meta é clara: colocar a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) nas mãos de quem mais precisa.
O mutirão, que se estende até esta sexta-feira (10), não é apenas uma entrega de papéis. Para muitos moradores do Bujari, a presença do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo na porta de casa representa a única chance de regularizar a vida civil sem precisar se deslocar até a capital.

Parceria entre PCAC e TJAC facilita acesso a documentos básicos para população vulnerável/ Foto: PCAC
Cidadania na Prática
“O documento é a chave para o cidadão acessar todos os outros direitos, da saúde à assistência social”, define o diretor do Instituto de Identificação, Júnior César da Silva. Segundo ele, o esforço da PCAC é garantir que o atendimento humanizado chegue onde o Estado muitas vezes demora a alcançar. No total, a força-tarefa estima realizar 200 atendimentos, garantindo biometria e conferência técnica em tempo recorde.
LEIA TAMBÉM:
CEO da Cimed visita o Acre e se impressiona com sucesso de rede de farmácias
“Mais justo”: agentes de saúde de Rio Branco terão áreas de atuação fixas
Mulher é presa após ameaçar esfaquear funcionária em escola no Acre
A parceria com o TJAC reforça o caráter inclusivo da ação. Ao unir órgãos de segurança e o Poder Judiciário em um só local, o projeto elimina obstáculos geográficos e devolve a dignidade a pais de família e jovens que, até então, estavam invisíveis para os cadastros nacionais.

