A maior parte das violaçÔes de direitos humanos no Acre acontece dentro de casa – muitas vezes no mesmo ambiente onde vĂtima e agressor convivem. Dados do MinistĂ©rio dos Direitos Humanos e da Cidadania mostram que, entre 1Âș de janeiro e 5 de abril de 2026, foram registradas 316 denĂșncias, que resultaram em 2.281 violaçÔes em todo o estado.
O cenĂĄrio mais recorrente Ă© a residĂȘncia compartilhada entre vĂtima e suspeito, responsĂĄvel por 181 denĂșncias e 1.458 violaçÔes. Entre os grupos vulnerĂĄveis, crianças e adolescentes concentram o maior volume de registros: 177 denĂșncias e 1.071 violaçÔes. Em seguida aparecem pessoas idosas, com 83 denĂșncias e 503 violaçÔes, e pessoas com deficiĂȘncia, com 46 denĂșncias e 347 casos.
A violĂȘncia contra mulheres tambĂ©m aparece nos dados, com 31 denĂșncias e 175 violaçÔes.
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Capital concentra registros
Os dados revelam ainda uma forte concentração geogrĂĄfica. Rio Branco lidera com ampla diferença, somando 228 registros â mais de dez vezes o nĂșmero de municĂpios como BrasilĂ©ia e Cruzeiro do Sul, que aparecem na sequĂȘncia.
A partir daĂ, os nĂșmeros caem significativamente, formando uma âcauda longaâ de cidades com poucos registros, muitas vezes variando entre um e seis casos.
Outro ponto de atenção Ă© a diferença entre denĂșncias e violaçÔes. Em todas as categorias, o nĂșmero de violaçÔes Ă© muito superior, indicando que uma Ășnica denĂșncia pode envolver mĂșltiplos episĂłdios de agressĂŁo ou abuso.
Casos ocorridos na casa do suspeito, por exemplo, chamam atenção: embora sejam apenas sete denĂșncias, somam 78 violaçÔes, sugerindo recorrĂȘncia nos episĂłdios.

