Em resposta imediata ao recente tiroteio registrado dentro do Instituto São José, em Rio Branco, nesta terça-feira (5), a Prefeitura de Rio Branco anunciou a implementação do projeto Escola Mais Segura.
Ao ContilNet, o prefeito Alysson Bestene explicou que o projeto vem sendo planejado desde 2025, quando ainda estava à frente da Secretaria Municipal de Educação (Seme).
“No final do ano passado a gente fez uma reunião com a Polícia Militar, Gabinete Militar do Município e eu, então, como secretário de Educação. A gente queria implementar nas nossas escolas um projeto que se chama Escola Mais Segura, que envolve, justamente, iniciar um seminário de orientação por palestras, formação dos nossos professores, apoiadores escolares, com orientações básicas de prevenção e combate a qualquer tipo de eventos dentro das escolas”, disse Alysson.
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De acordo com o prefeito, as ações serão trabalhadas com apoio de uma equipe multiprofissional. “A gente estava se preparando para lançar neste ano. Diante dessa fatalidade, eu determinei que isso seja colocado em prática. Nossa rede já vai fechar esse projeto e lançar para que até o final do mês a gente inicia essa formação dentro da nossa rede do projeto Escola Mais Segura”, explicou.
O projeto é da Secretaria de Educação e prevê orientações com palestras orientativas, treinamentos de prevenção e combate a qualquer ato de violência dentro das escolas, envolvendo rede de professores, agentes de portaria e funcionários de apoio no ambiente escolar.
Diferente de medidas puramente ostensivas, o Escola Mais Segura aposta na capacitação técnica e psicológica.
ENTENDA O CASO
Um adolescente de 13 anos, aluno da escola, entrou armado na unidade e efetuou diversos disparos nos corredores. Testemunhas relataram que o som dos tiros foi inicialmente confundido com o barulho de uma reforma que ocorria no local.
Duas servidoras, identificadas como Alzenir Pereira da Silva (52 anos) e Raquel Sales Feitosa (37 anos), que atuavam como supervisoras de corredor, foram mortas no ataque. Outras duas pessoas — uma funcionária e um aluno — ficaram feridas e foram encaminhadas ao pronto-socorro.
O adolescente se entregou à Polícia Militar logo após o crime e foi apreendido com carregadores municiados. Ele utilizou uma pistola calibre .380 pertencente ao seu padrasto, que é advogado.
O padrasto do jovem chegou a ser preso por omissão de cautela, mas foi solto após assinar um termo circunstanciado e responderá em liberdade. A Polícia Civil investiga a motivação do ataque.
O governo do Acre e a prefeitura de Rio Branco suspenderam as aulas na rede pública por três dias em sinal de luto.




