A Câmara dos Deputados começou há pouco a analisar em plenário o projeto de Lei (PL) 2780/24 que institui a PolĂtica Nacional de Minerais CrĂticos e EstratĂ©gicos (PNMCE). O projeto prevĂŞ, entre outros pontos, a criação de um comitĂŞ ou conselho responsável por definir quais os minerais crĂticos e estratĂ©gicos do paĂs.Â
Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.
NotĂcias relacionadas:Brasil tem “vazio estratĂ©gico” em minerais crĂticos, diz especialista.O comitĂŞ será vinculado ao Conselho Especial de Minerais CrĂticos e EstratĂ©gicos (CMCE), ĂłrgĂŁo de assessoramento presidencial sobre a formulação de polĂticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.
O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou um substitutivo para o texto que cria ainda o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da UniĂŁo para garantir empreendimentos e atividades vinculados Ă produção de minerais crĂticos e estratĂ©gicos.
O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da polĂtica, atribuição que caberá ao Conselho Especial de Minerais CrĂticos e EstratĂ©gicos (CMCE), ĂłrgĂŁo tambĂ©m criado pelo projeto.
O texto traz limitações Ă exportação de minerais brutos sem processamento e cria um sistema de incentivos fiscais progressivos. Ou seja, quanto mais a empresa avança nas etapas de beneficiamento dentro do Brasil, maiores os benefĂcios que recebe.
“A indĂşstria de minerais crĂticos e estratĂ©gicos no Brasil Ă© uma janela de oportunidades para o desenvolvimento do paĂs. Com a aprovação da PolĂtica Nacional de Minerais CrĂticos e EstratĂ©gicos, essa afirmação será expressa na melhoria de Ăndices como aumento da produção industrial, aumento da renda per capita e aumento participação da mineração na economia nacional”, afirmou Jardim em seu parecer.
Terras raras sĂŁo um grupo de 17 elementos quĂmicos que estĂŁo dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eĂłlicas, smartphones, carros elĂ©tricos e sistemas de defesa.
Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras Ă© a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detĂ©m aproximadamente 44 milhões de toneladas. PorĂ©m, sĂł cerca de 25% do territĂłrio nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.Â
ConteĂşdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Luciano Nascimento – RepĂłrter da AgĂŞncia BrasilÂ


