A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) reforçou, por meio do Boletim Epidemiológico nº 01/2026 sobre coqueluche, a importância da imunização como principal forma de prevenção contra a doença no estado. O alerta ocorre diante da confirmação de novos casos neste início de ano e da maior vulnerabilidade de crianças pequenas, especialmente menores de 1 ano.
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Segundo o documento, a vacina Pentavalente — que protege contra difteria, tétano, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b e coqueluche — segue sendo essencial para reduzir a circulação da bactéria Bordetella pertussis, causadora da enfermidade. A recomendação é que o esquema vacinal infantil seja mantido em dia, com aplicação das doses previstas no calendário nacional.
O boletim mostra que a cobertura vacinal no Acre varia entre os municípios. Em 2026, considerando dados atualizados até 25 de janeiro, as regiões do Alto Acre registraram cobertura de 87,3%, Baixo Acre e Purus 86,9%, e Juruá/Tarauacá-Envira 84%. Apesar dos índices, a Sesacre destaca a necessidade de ampliar a proteção da população.
A secretaria chama atenção para a imunização de gestantes, considerada estratégica para proteger os bebês nos primeiros meses de vida, fase em que ainda não completaram o esquema vacinal. A vacinação materna ajuda a transferir anticorpos ao recém-nascido, reduzindo o risco de formas graves da coqueluche.
Outro foco das autoridades de saúde é a atualização vacinal de pessoas em situação de risco e contatos próximos de casos suspeitos ou confirmados. A recomendação inclui intensificar campanhas, busca ativa e ações educativas voltadas a pais, profissionais de saúde e trabalhadores de creches e escolas infantis.
A Sesacre ressalta que manter a caderneta em dia é uma medida simples e eficaz para evitar surtos, internações e mortes, principalmente entre crianças menores de idade.
