MP pede arquivamento de caso do cão Orelha e descarta agressão

Investigação analisou quase 2 mil arquivos e concluiu que morte do animal teve causa preexistente

Por Redação ContilNet 12/05/2026 às 19:16

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão “Orelha”, caso que ganhou repercussão nacional após suspeitas de agressão envolvendo adolescentes em Florianópolis.

Segundo o órgão, a conclusão da investigação aponta que a morte do animal estaria ligada a uma condição grave preexistente, e não a maus-tratos. O pedido de arquivamento foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital na última sexta-feira (8), com divulgação das informações nesta terça-feira (12).

De acordo com o Ministério Público, foram analisados quase dois mil arquivos durante a apuração. A investigação concluiu que os adolescentes e o cachorro não estiveram juntos no local e no horário inicialmente apontados nos relatórios policiais.

Ainda conforme o MPSC, no momento em que um dos adolescentes esteve nas proximidades do deck da praia, o cão estaria a cerca de 600 metros de distância. Com isso, o órgão afirmou que não há elementos que sustentem a hipótese de que ambos tenham permanecido no mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos, como chegou a ser divulgado no início do caso.

O documento também aponta que exames e análises técnicas indicaram que a morte do animal estava associada a um quadro de saúde preexistente. A conclusão afasta a tese de agressão que havia provocado forte repercussão nas redes sociais e mobilizado manifestações de proteção animal.

O caso agora aguarda decisão da Justiça sobre o pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público.

Com informações CNN

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