Mulher que cortou pĂȘnis do marido e jogou fora pega 4 anos de cadeia

Daiane dos Santos Farias poderia ter respondido por tentativa de homicídio, mas foi julgada como “lesão corporal gravíssima”

Por MetrĂłpoles 15/05/2024 Atualizado: hĂĄ 2 anos

A cozinheira Daiane dos Santos Farias, de 34 anos, foi condenada a 4 anos, 8 meses e 20 dias prisĂŁo em regime fechado por ter cortado o pĂȘnis do marido, jogado na privada em Atibaia (SP) e dado descarga para nĂŁo haver o reimplante do ĂłrgĂŁo genital. Ela foi motivada por uma traição e estĂĄ presa hĂĄ 5 meses, mas reatou com o companheiro, Gilberto Nogueira de Oliveira, de 39 anos.

Segundo o blog True Crime, do jornalista Ulisses Campbell, no jornal O Globo, Daiane poderia ter sido julgada por tentativa de homicĂ­dio, crime cuja pena Ă© de atĂ© 30 anos. PorĂ©m, o MinistĂ©rio PĂșblico alterou a denĂșncia para “lesĂŁo corporal gravĂ­ssima”, o que a livrou de ir ao Tribunal do JĂșri.

A juĂ­za Roberta Layaun Chiappeta de Moraes Barros, do FĂłrum de Atibaia, ao calcular a pena, poderia condenar Daiane a penas entre 2 e 8 anos e optou pela pena base de 2 anos, 8 meses e 28 dias de reclusĂŁo. Devido a alguns agravantes, como meio cruel, motivo fĂștil e impossibilidade de defesa da vĂ­tima, a pena total ficou em 4 anos, 8 meses e 20 dias.

A advogada da cozinheira, Tassia Mafra, cujos honorários são pagos por Gilberto, afirmou que recorrerá a pena porque não foi reconhecido que sua cliente “agiu sob violenta emoção”.

“TambĂ©m vou insistir na aplicação do regime semiaberto, conforme previsĂŁo legal. De todo modo, foi um excelente resultado. A pena foi justa”, avaliou ela.

Mulher que cortou pĂȘnis do marido e jogou fora pega 4 anos de cadeia

Reprodução/Redes Sociais

Relembre o caso

Daiane contou, em seu interrogatĂłrio, que inicou o planejamento do crime assim que descobriu que o marido havia transado com a sobrinha dele, de 15 anos, em sua cama, no dia do seu aniversĂĄrio.

ApĂłs alguns dias, ela decidiu comprar uma ingerie nova e levou a vĂ­tima para cama, imobilizou os braços dele na cabeceira, pegou uma navalha usada para fazer sobrancelhas e amputou o pĂȘnis de Gilberto. No momento do crime, ela falou a Gilberto que estava fazendo aquilo para nunca mais ser traĂ­da.

Na sequĂȘncia, Daiane tirou uma foto do pĂȘnis amputado do marido e postou no grupo da famĂ­lia dele no WhatsApp e, posteriormente, jogou o ĂłrgĂŁo genital na privada.

Ensanguentado, Gilberto tentou pegar a chave do carro para ir ao hospital, mas a mulher a jogou pela janela. A vítima teve que ir a pé a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, deixando um rastro de sangue pelo caminho.

O reatar do casal

Em depoimento Ă  justiça, Gilberto de Oliveira afirmou “a culpa foi toda minha. Eu nĂŁo poderia ter traĂ­do a minha esposa com a minha sobrinha. Ela nĂŁo merecia isso”, o que ajudou a rĂ© a nĂŁo pegar uma setença mais alta.

Assim que o crime foi cometido, o homem afirmava que havia sido vĂ­tima de tentativa de homicĂ­dio e dizia que nĂŁo perdoaria Daiane de jeito nenhum, “atĂ© porque quem perdoa Ă© Deus”.

PorĂ©m, ele mudou de opiniĂŁo e no dia 15 de março, enviou a primeira carta a mulher, dizendo que queria saber como ela estava, imaginando nĂŁo receber resposta, mas duas semanas depois, Daiane encaminhou a resposta da PenitenciĂĄria Feminina de Mogi Guaçu. A troca de cartas Ă© marcada pelo arrependimento mĂștuo.

Gilberto classifica a traição como um “deslize em que a nossa desgraça começou” e Daine trata o crime como o momento em que “nosso castelo desmoronou”. Os dois ainda fazem juras de amor e planos para quando Daiane deixar a cadeia.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.