PF indicia Pablo Marçal por laudo falso contra Guilherme Boulos

laudo ilegítimo foi mostrado por Marçal em seus perfis nas redes sociais, dois dias antes do primeiro turno, e dizia que seu oponente recebeu atendimento por uso de drogas ilícitas.

Por NotĂ­cias ao Minuto 09/11/2024 Ă s 14:21

A Polícia Federal indiciou o candidato à prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB), por ter usado um documento falso com o objetivo de prejudicar um de seus adversårios, o candidato Guilherme Boulos (PSOL) nas eleiçÔes municipais deste ano.

laudo ilegítimo foi mostrado por Marçal em seus perfis nas redes sociais, dois dias antes do primeiro turno, e dizia que seu oponente recebeu atendimento por uso de drogas ilícitas.

PF indicia Pablo Marçal por laudo falso contra Guilherme Boulos

Essa não foi a primeira vez que Marçal atacou a imagem de Boulos. Em agosto, em debate realizado pela emissora de televisão Band, o influenciador digital também atacou o opositor ao associå-lo ao håbito de consumir entorpecentes, por meio de um gesto com as mãos, que simulava alguém cheirando cocaína.

Em nota, Pablo Marçal afirmou que a celeridade com que foi indiciado Ă© algo calculado para prejudicar polĂ­ticos e candidatos de direita. “É nĂ­tido como a velocidade do julgamento moral para aqueles que se identificam com a direita Ă© significativamente mais rĂĄpido. Nunca testemunhei uma resposta tĂŁo cĂ©lere em uma investigação como essa. O fato aconteceu no dia 4 de outubro e o indiciamento foi realizado em apenas 34 dias, um verdadeiro recorde”, disse.

“Isso nos leva a crer que, em um tempo ainda menor, seremos declarados inocentes. Sigo acreditando na justiça, no Brasil e, acima de tudo, no nosso povo!”, emendou.

Guilherme Boulos se pronunciou sobre o desdobramento do caso nas redes sociais. “[O indiciamento] Ă© sĂł a primeira resposta Ă s fake news abjetas que contaminaram a disputa eleitoral deste ano na cidade de SĂŁo Paulo”.

“Espero que a Justiça atue com firmeza quanto ao uso criminoso da mĂĄquina pĂșblica por Ricardo Nunes e o crime eleitoral cometido pelo governador TarcĂ­sio em plena votação do 2Âș turno”, defendeu, referindo-se a uma outra investida, cometida por TarcĂ­sio de Freitas, que declarou apoio a Nunes e disse, ao acompanhĂĄ-lo em campanha, que Boulos tem ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Tanto o ministro das RelaçÔes Institucionais, Alexandre Padilha, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, entenderam que a atitude do governador de São Paulo vai na contramão da cultura democråtica.

“Tal comportamento nĂŁo pode ser ignorado pelas autoridades competentes, principalmente no que tange Ă  preservação da integridade das eleiçÔes”, acrescentou Messias, em sua conta no X.

No primeiro turno, houve uma disputa acirrada entre Ricardo Nunes, Guilherme Boulos e Pablo Marçal, que receberam, respectivamente, 29,48%, 29,07% e 28,14% dos votos vålidos, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

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