‘Maníaco do horto’ não pertencia a religiões de matriz africana, diz federação

Para a polícia, Guilherme afirmou que poderia estar possuído e que deixou de estar sob influência espiritual ao chegar ao Centro Espírita, no bairro Tancredo Neves, onde foi preso pela Polícia Militar

Após o jovem Guilherme da Silva Cruz, de 24 anos, acusado de tentar estuprar uma mulher no Horto Florestal, declarar que cometeu o ato por “influência de um ritual de Umbanda no qual ele bebeu sangue”, a Federação das Religiões de Matriz Africana do Acre (FEREMAAC) emitiu uma nota pública sobre o assunto.

Ele afirmou ter sido molestado pelos policiais/ Foto: ContilNet

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O crime ocorreu no último sábado (11) e repercutiu na imprensa. Após ser preso pela primeira vez, Guilherme chegou a ser solto em audiência de custódia, mas foi capturado novamente por decisão da Justiça.

Guilherme afirmou ser praticante da Umbanda e que, na noite anterior ao crime, havia ingerido sangue durante um ritual. Segundo seu depoimento, na manhã seguinte saiu para correr no Horto e, enquanto estava na última volta, resolveu andar pela trilha. Ele declarou não se recordar de nada após entrar no local.

Para a polícia, Guilherme afirmou que poderia estar possuído e que deixou de estar sob influência espiritual ao chegar ao Centro Espírita, no bairro Tancredo Neves, onde foi preso pela Polícia Militar. Testemunhas do momento de sua prisão relataram que ele dizia estar ouvindo vozes que o mandavam matar policiais e atacar pessoas.

“O relato de que esta pessoa estaria envolvida em um suposto ‘ritual espiritual’ que envolvesse a ingestão de sangue e, de maneira ainda mais grave, o consumo de um cadáver, configura-se como uma incitação a comportamentos inaceitáveis, ressaltando que o mesmo não faz parte de nenhum templo de religião de matriz africana, apenas tem residência próxima a um. Atestamos que as religiões de matriz africana não compactuam e nem praticam tais atos”, diz a nota da FEREMAAC.

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