Caso Gritzbach: PMs presos e namorada prestam depoimento Ă  polĂ­cia

DĂȘnis Antonio e Fernando Genauro, presos por envolvimento no crime, e Maria Helena, namorada de Gritzbach, foram ouvidos no DHPP

Por MetrĂłpoles 21/01/2025 Ă s 18:39

Os policiais militares DĂȘnis Antonio Martins e Fernando Genauro da Silva, apontados como o autor dos disparos que mataram VinĂ­cius Gritzbach e o motorista do carro usado na execução, respectivamente, prestaram depoimento no Departamento de HomicĂ­dios e Proteção Ă  Pessoa (DHPP), na regiĂŁo central de SĂŁo Paulo, na tarde desta terça-feira (21/1).

Caso Gritzbach: PMs presos e namorada prestam depoimento Ă  polĂ­cia

PMs envolvidos/Foto: Reprodução

A Polícia Civil também ouve Maria Helena Paiva Antunes, namorada de Gritzbach. Ela estava com o empresårio no momento em que ele foi assassinado com tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Entenda

  • O tenente Fernando Genauro da Silva foi preso nesse sĂĄbado (18/1), apontado como motorista do carro usado para cometer o crime.
  • Genauro e DĂȘnis teriam trabalhado juntos em um batalhĂŁo que pertence ao Comando de Policiamento de Área Metropolitana Oito (CPA-M8).
  • O Comando Ă© responsĂĄvel por cidades da Grande SĂŁo Paulo como Osasco, CarapicuĂ­ba e Barueri.
  • AlĂ©m do tenente Genauro, o irmĂŁo dele, que tambĂ©m Ă© policial militar, tambĂ©m teria atuado com DĂȘnis em um outro batalhĂŁo.
  • A ligação entre o tenente e o policial apontado como atirador que matou Gritzbach estaria entre os indĂ­cios levantados pela investigação da polĂ­cia para sugerir uma possĂ­vel proximidade entre os dois suspeitos.
  • Na Ășltima quinta-feira (16/1), o corregedor da PolĂ­cia Militar, Fabio Sergio Amaral, afirmou em coletiva de imprensa que DĂȘnis tinha um comparsa na corporação, sem identificar quem seria.
  • A investigação tenta entender a relação de amizade entre a namorada dele, Maria Helena Paiva Antunes, e uma suposta companheira de um dos principais suspeitos do crime, o traficante EmĂ­lio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreiro e Bill.
  • De acordo com as investigaçÔes, a namorada de Gritzbach e “Yaya”, como era conhecida a companheira de Cigarreiro, conversavam frequentemente via WhatsApp. Ambas sĂŁo modelos e influencers.
  • AtĂ© o momento, 16 policiais militares foram presos durante as investigaçÔes sobre a morte de VinĂ­cius Gritzbach. Na Ășltima quinta-feira (16/1), foram 15 prisĂ”es, incluindo a de DĂȘnis, apontado como o executor do empresĂĄrio delator da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Entre os detidos estĂŁo ainda 14 policiais que prestavam escolta privada ao empresĂĄrio apesar do histĂłrico criminal conhecido de Gritzbach. Eles tambĂ©m sĂŁo investigados por suspeita de ligação com o PCC, segundo a Secretaria da Segurança PĂșblica (SSP).
  • No sĂĄbado, a PolĂ­cia prendeu o 16Âș agente da corporação, o tenente Fernando Genauro da Silva, apontado como motorista do carro usado para cometer o crime.
  • Gritzbach foi assassinado em novembro de 2024, em frente ao Aeroporto de Guarulhos, na Grande SĂŁo Paulo. O empresĂĄrio de 38 anos era jurado de morte pelo PCC.
  • Durante uma delação, Gritzbach detalhou como a facção lavava dinheiro, alĂ©m de revelar extorsĂ”es cometidas por policiais civis. Tanto eles quanto PMs investigados foram afastados das funçÔes.
  • Na quinta-feira (16/1), uma operação da Corregedoria da PolĂ­cia Militar de SĂŁo Paulo (PMSP) que investiga integrantes da corporação suspeitos de terem envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) prendeu 15 policiais militares.
  • A Corregedoria da PMSP iniciou a Operação Prodotes apĂłs receber uma denĂșncia anĂŽnima, em março de 2024, que mencionava supostos vazamentos de informaçÔes sigilosas que favoreciam criminosos ligados ao PCC.
  • A investigação da PolĂ­cia revelou que policiais militares prestavam escolta privada a Gritzbach, apesar do histĂłrico criminal dele, o que levanta a suspeita da participação de PMs na organização criminosa.
  • As apuraçÔes tambĂ©m demonstraram que informaçÔes estratĂ©gicas teriam sido vazadas por policiais militares da ativa, da reserva e ex-integrantes da corporação, o que permitia a integrantes do PCC evitarem prisĂ”es e prejuĂ­zos financeiros.
  • Entre os agentes presos na quinta-feira estĂĄ o policial militar da ativa DĂȘnis Antonio Martins, suspeito de ser o autor dos disparos que mataram o delator do PCC.

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