O Governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), iniciou nesta terça-feira (1) a primeira etapa da vacinação contra a brucelose em bovinos e bubalinos. A ação tem como foco fêmeas com idade entre 3 e 8 meses e visa minimizar os riscos da doença, promovendo uma pecuária mais segura e sustentável no estado.

O objetivo da campanha é minimizar riscos de doenças/Foto: Fabiana Matos/Idaf
A campanha faz parte do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT) e seguirá um calendário anual dividido em dois períodos: de 1º de abril a 30 de junho e de 1º de outubro a 31 de dezembro. A medida busca garantir a sanidade do rebanho e reduzir impactos econômicos para os pecuaristas, além de proteger a saúde da população, já que a brucelose pode ser transmitida ao ser humano pelo contato com animais infectados ou pelo consumo de produtos contaminados.
A brucelose é uma doença de notificação obrigatória ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e à Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). Sua incidência compromete a produção agropecuária, causando redução na produção de carne e leite, aumento do intervalo entre partos e queda na taxa de natalidade.
Por se tratar de uma vacina viva, a aplicação só pode ser feita por médicos veterinários ou vacinadores credenciados pelo Idaf, garantindo a correta imunização e a segurança do manipulador. O pecuarista que não vacinar seu rebanho dentro do prazo estabelecido sofrerá sanções, incluindo a suspensão da movimentação dos animais da propriedade, impedindo transporte e comercialização até a regularização.
Dados do Idaf apontam que, em 2024, 79,34% do rebanho bovino e bubalino do estado foi vacinado contra a brucelose. As regiões do Alto Acre se destacaram, com Brasileia atingindo 89% de cobertura vacinal e Xapuri 88%.
Jean Carlos Torres, médico veterinário do Idaf, reforça a importância da imunização. “A vacinação é essencial para garantir a continuidade da produção agropecuária de forma segura e eficiente. Além disso, um rebanho vacinado tem maior valor comercial e acesso facilitado a mercados mais exigentes”, destacou.
Para vacinar os animais, o pecuarista deve seguir um protocolo específico: 1) Procurar um médico veterinário para emissão da receita da vacina; 2) Realizar a aplicação com um vacinador credenciado; 3) Retornar ao veterinário para emissão do atestado de vacinação; 4) O médico veterinário registrará a vacinação no sistema do Idaf, no site sisdaf.ac.gov.br, garantindo a regularização do rebanho.
A campanha segue até o dia 30 de junho, e o Idaf orienta os pecuaristas a manterem seus rebanhos imunizados dentro do prazo para evitar penalidades e garantir a segurança sanitária da pecuária no estado.
