Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril, Cruzeiro do Sul encerrou nesta sexta-feira (4) uma semana de atividades voltadas à inclusão, informação e mobilização social sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A programação foi concluída com uma caminhada simbólica pelas ruas da cidade, reunindo instituições públicas, entidades da sociedade civil e familiares de pessoas autistas.

Durante a caminhada, participantes levaram mensagens de empatia, respeito e inclusão às pessoas com autismo/Foto cedida
A ação já é uma tradição organizada pela Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Autismo de Cruzeiro do Sul – APAA, que todos os anos promove a Semana de Conscientização do Autismo com o intuito de despertar a atenção da sociedade e do poder público para a causa. Em 2025, a programação teve início no dia 1º de abril e contou com palestras, oficinas, rodas de conversa e momentos de convivência entre famílias, profissionais e voluntários.

Placas e cartazes com frases de conscientização chamaram a atenção para os direitos e necessidades de quem vive com o TEA/Foto cedida
“Essa é uma atividade tradicional da nossa instituição, onde nos reunimos anualmente para dar visibilidade à causa do autismo. A caminhada é um momento simbólico de encerramento, mas carrega um peso importante de conscientização”, destacou o presidente da APAA, Peter Roger.
O evento contou com a presença de órgãos do Governo do Estado, da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, além da participação ativa da APAE local e de outras instituições ligadas à causa. De acordo com os organizadores, a Paratec é uma instituição democrática e colaborativa, que busca integrar todos os atores envolvidos na rede de apoio às pessoas com autismo.

Com cartazes coloridos e mensagens diretas, a mobilização levou informação sobre o autismo à população de Cruzeiro do Sul/Foto cedida
“A nossa programação é construída com antecedência e de forma participativa, para garantir que todos os órgãos públicos e instituições sem fins lucrativos possam se engajar conosco nesse momento especial”, afirmou Roger.
Mais do que um ato simbólico, a caminhada reforça a mensagem de que o autismo não é modismo, mas uma questão séria de saúde pública. “É preciso que a sociedade entenda que o autismo demanda atenção contínua, políticas públicas eficazes e mais investimentos. Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito, e é por isso que promovemos esses movimentos”, ressaltou Roger.
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