O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter as prisÔes preventivas de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa, réus pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018. 

Domingos BrazĂŁo, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Ă© irmĂŁo do deputado cassado Chiquinho BrazĂŁo, junto do qual Ă© rĂ©u sob a acusação de serem mandantes do crime.Â
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Antigo chefe da PolĂcia Civil do Rio de Janeiro e tambĂ©m rĂ©u, Rivaldo Barbosa foi denunciado por ter prestado apoio para o sucesso do crime, incluindo ter orientado e dado informaçÔes fundamentais para os executores confessos do assassinato, Ronnie Lessa e Ălcio de Queiroz, que tambĂ©m estĂŁo presos.Â
O crime teria sido motivado pelas disputas fundiĂĄrias na Zona Oeste da capital fluminense. Ao atuar contra um projeto para regularizar terras griladas na regiĂŁo, Marielle teria ido contra os interesses financeiros, comerciais e polĂticos dos irmĂŁos BrazĂŁo, conforme a denĂșncia apresentada pela Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR).Â
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Domingos e Rivaldo estĂŁo presos desde 23 de março do ano passado. A medida foi tomada âante a periculosidade social e a gravidade das condutas atribuĂdas aos rĂ©usâ, escreveu Moraes.Â
Ao manter as prisĂ”es dos dois, o ministro afirmou que a medida Ă© essencial para garantir a aplicação da lei penal, ânotadamente em razĂŁo do poderio econĂŽmico de que dispĂ”em e dos contatos com redes ilĂcitas existentes no MunicĂpio do Rio de Janeiro/RJâ.Â
Moraes seguiu parecer da PGR, segundo o qual a prisĂŁo preventiva dos rĂ©us âĂ© indispensĂĄvel para a garantia da ordem pĂșblica e para a garantia de aplicação da lei penalâ.Â
âSeis anos apĂłs os homicĂdios, os trĂȘs investigados permanecem impunes, pois praticaram positivamente atos de obstrução Ă s investigaçÔes. Caso permaneçam em liberdade, continuarĂŁo a obstruir os trabalhos de PolĂcia JudiciĂĄria, valendo-se do poderio econĂŽmico de que dispĂ”em e dos contatos com as redes ilĂcitas existentes no MunicĂpio do Rio de Janeiroâ, diz o parecer da PGR.Â
Cassado pela mesa diretora da CĂąmara, o ex-deputado Chiquinho BrazĂŁo encontra-se em prisĂŁo domiciliar, concedida por Moraes devido ao estado de saĂșde do rĂ©u, que Ă© portador de cardiopatia grave. Nesta semana, o ministro ordenou que ele esclareça a violação da ĂĄrea permitida pela tornozeleira eletrĂŽnica.Â
A ação penal 2434, que trata do assassinato de Marielle e Anderson, estĂĄ na fase de instrução processual, em que acusação e defesas podem requerer diligĂȘncias e depoimentos de testemunhas, entre outras providĂȘncias que considerarem necessĂĄrias para esclarecer o caso.Â
NĂŁo hĂĄ previsĂŁo para o julgamento de mĂ©rito do caso, em que o Supremo deverĂĄ decidir se condena ou absolve os acusados.Â
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