Ex-PM preso pela PF do Acre espancou a mulher até deixá-la em estado vegetativo

O delegado Gustavo Kallil, responsável pela operação, informou que Anderson será submetido à audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.

A morte de Luciana Rettmann, de 43 anos, no último dia 30 de julho, foi a trágica consequência de anos de sofrimento. Brutalmente agredida em 2023 por seu então companheiro, o ex-policial militar Anderson Soares de Lima Vidal, a mulher ficou acamada e em estado vegetativo por mais de um ano, até não resistir às sequelas.

VEJA MAIS: Ex-Flamengo leva soco na cara em briga generalizada em amistoso

Nesta quarta-feira (7), após quase três anos foragido, Anderson foi preso na comunidade rural de Bom Lugar, em Lábrea (AM), em uma ação conjunta da Polícia Civil do Amazonas com apoio da Polícia Federal do Acre. A prisão aconteceu após uma denúncia anônima indicar o paradeiro do acusado, que vivia escondido na região.

Ex-PM foi preso/Foto: Reprodução

Luciana foi atacada violentamente no município de Boca do Acre, em 2023. Desde então, sua saúde deteriorou-se drasticamente, e a Polícia Civil confirmou que a causa da morte está diretamente ligada às agressões sofridas, o que levou o caso a ser reclassificado como feminicídio.

Durante a abordagem, o ex-policial foi encontrado com três espingardas, sendo também autuado por posse irregular de arma de fogo. Contra ele, havia mandados de prisão por homicídio, além de organização criminosa e extorsão majorada. Ele havia sido expulso da Polícia Militar de Rondônia ainda antes da fuga.

O delegado Gustavo Kallil, responsável pela operação, informou que Anderson será submetido à audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.

PUBLICIDADE