Polícia confirma que arma do advogado ligado à morte de Juliana Chaar foi usada em execução de jovem

Segundo a investigação Keldheky Maia efetuou disparos contra Dhiones Siqueira Passos e Ledo PatrĂ­cio da Silva Almeida JĂșnior, que nĂŁo foram atingidos

Por Redação ContilNet 12/08/2025

A Polícia Civil do Acre confirmou que a pistola calibre 9 mm encontrada com o advogado Keldheky Maia da Silva foi a mesma arma utilizada na execução de Victor Viny Pinheiro da Costa, de 28 anos, em outubro de 2024, em Rio Branco.

Keldheky Maia da Silva

A arma de Keldheky esteve envolvida em outro crime no passado/Foto: Reprodução

O resultado do exame de confronto balístico, realizado pelo Instituto de Criminalística, comparou as muniçÔes encontradas no corpo da vítima com projéteis apreendidos no caso mais recente, envolvendo a morte da advogada Juliana Chaar Marçal, ocorrida em 21 de junho deste ano, durante uma confusão em frente à casa noturna Dibuteco, na capital acreana.

Segundo a investigação, no episĂłdio de junho, Keldheky Maia efetuou disparos contra Dhiones Siqueira Passos e Ledo PatrĂ­cio da Silva Almeida JĂșnior, que nĂŁo foram atingidos. Logo depois, Juliana foi atropelada por uma caminhonete Toyota Hilux, conduzida por Diego Passos, e morreu no local. A pistola estava no veĂ­culo.

O inquérito aponta que Victor Viny foi baleado na casa do irmão, na Rua Brasília, bairro Vila Betel. O autor dos disparos, Miquésio Gomes da Costa, foi preso semanas depois, mas não revelou o paradeiro da pistola, que agora aparece ligada ao advogado. As circunstùncias de como a arma, antes em posse de um homicida, chegou até Keldheky Maia são investigadas.

Keldheky Maia foi preso preventivamente em 8 de agosto, e teve a custĂłdia mantida em audiĂȘncia. O juiz Alesson JosĂ© Santos Braz, da 2ÂȘ Vara do Tribunal do JĂșri, destacou a gravidade da conduta, o risco Ă  ordem pĂșblica e a repercussĂŁo social do caso. Apesar de ser primĂĄrio e ter endereço fixo, o advogado permanecerĂĄ preso em sala de Estado Maior ou cela especial no BatalhĂŁo de OperaçÔes Especiais (BOPE), em razĂŁo da prerrogativa da profissĂŁo.

A defesa do advogado pediu a substituição da prisĂŁo por medidas cautelares, mas o pedido foi negado. O MinistĂ©rio PĂșblico defendeu a manutenção da prisĂŁo preventiva.

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