Rito do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF deve durar cinco dias

Por AgĂȘncia Brasil 15/08/2025 Ă s 17:25


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O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta sexta-feira (15) as datas do julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista ocorrida para tentar reverter o resultado das eleiçÔes de 2022. As sessÔes foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.Rito do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF deve durar cinco diasRito do julgamento de Bolsonaro e aliados no STF deve durar cinco dias

A ação penal que trata do caso se refere ao nĂșcleo crucial da trama e serĂĄ julgada pela Primeira Turma da Corte. O colegiado Ă© responsĂĄvel pela anĂĄlise do caso porque o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, pertence Ă  Primeira Turma.

NotĂ­cias relacionadas:

SĂŁo rĂ©us do nĂșcleo crucial da trama golpista:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da RepĂșblica;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da AgĂȘncia Brasileira de InteligĂȘncia (Abin);
  • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretĂĄrio de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo SĂ©rgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato Ă  vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Todos os rĂ©us respondem no Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado DemocrĂĄtico de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violĂȘncia e grave ameaça e deterioração de patrimĂŽnio tombado.

A exceção Ă© o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, Ă© deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensĂŁo de parte das acusaçÔes e responde somente a trĂȘs dos cinco crimes. A regra estĂĄ prevista na Constituição. 

Rito

No dia 2 de setembro, às 9h, primeiro dia de julgamento, a sessão serå aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, o ministro darå a palavra a Alexandre de Moraes, que farå a leitura do relatório. Após a leitura do documento, Zanin passarå a palavra para a acusação e as defesas dos réus.

O procurador-geral da RepĂșblica, Paulo Gonet, serĂĄ responsĂĄvel pela acusação. Ele terĂĄ a palavra pelo prazo de atĂ© uma hora para defender a condenação dos rĂ©us.

Depois da PGR, os advogados dos réus serão convidados a subir à tribuna para as sustentaçÔes orais em favor dos réus. Eles também terão prazo de até uma hora para suas consideraçÔes.

O primeiro a votar serĂĄ Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Depois dele, os demais integrantes da turma vĂŁo proferir seus votos na seguinte sequĂȘncia: FlĂĄvio Dino, Luiz Fux, CĂĄrmen LĂșcia e Cristiano Zanin. 

A condenação ou absolvição ocorrerĂĄ com o voto da maioria de trĂȘs dos cinco ministros da turma. 

Um pedido de vista do processo nĂŁo estĂĄ descartado. Pelo regimento interno, qualquer integrante da Corte pode pedir mais tempo para analisar o caso e suspender o julgamento. Contudo, o processo deve ser devolvido para julgamento em 90 dias.

PrisĂŁo

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automåtica e só poderå ser efetivada após julgamento dos recursos contra a condenação.

Em caso de condenação, os rĂ©us nĂŁo devem ficar em presĂ­dios comuns. Oficiais do ExĂ©rcito tĂȘm direito Ă  prisĂŁo especial, de acordo com o CĂłdigo de Processo Penal (CPP). O nĂșcleo 1 tem cinco militares do ExĂ©rcito, um da Marinha e dois delegados da PolĂ­cia Federal, que tambĂ©m podem ser beneficiados pela restrição. 

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