Edvana Carvalho, a Eunice de “Vale Tudo”, participou da festa do elenco nesta sexta-feira (17/10), no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. A atriz conversou com a repórter Monique Arruda, do portal LeoDias sobre a presença feminina na novela, a impunidade dos vilões Marco Aurélio (Alexandre Nero) e Odete Roitman (Debora Bloch), além das críticas contra o remake.
“As mulheres são muito emponderadas nessa novela. Matá-la não ia resolver nada. E eu estou super feliz. A minha Eunice começou toda simplezinha e deu uma super reviravolta. Eu vejo todas as mulheres muito fortes e acho que os homens são o plano de fundo das mulheres nessa novela”, iniciou.
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A veterana ainda destacou a “ousadia” nas mudanças escritas pela autora Manuela Dias, responsável pela atualização da novela exibida originalmente em 1988: “Remake não é para ser reprise. O artista tem que criar. E não tem como agradar todo mundo, mas quando é um homem que não agrada todo mundo, ele é xingado um pouco menos”.
Já sobre a impunidade dos vilões, Edvana acredita que seja um retrato da sociedade no mundo real, tanto que ambos caíram no gosto dos telespectadores: “É triste, né? A gente idolatra pessoas que não são ídolos como a gente imaginava quando éramos crianças. A Odete representa exatamente essa galera”.
“É importante falarmos dela, porque já colocamos pessoas como ela até na presidência”, avaliou a atriz, sem citar nome de algum político em especial. Ao mesmo tempo, ela defende que Marco Aurélio e Odete tiveram um final à altura: “É novela. Mostramos o Marco Aurélio, que tentou matar uma mulher e roubou por muito tempo, com tornozeleira eletrônica, o que não acontece muito com essa gente. Esse é o Brasil. Isso é o ‘Vale Tudo’”.





