Eleita Mulher Global do Ano pela revista Glamour, Demi Moore vive um momento de consagração e redescoberta. Aos 62 anos, a atriz foi amplamente reconhecida por “A Substância”, papel que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, e aproveita a nova fase para refletir sobre autovalorização, envelhecimento e propósito.
“Acho que meu discurso no Globo de Ouro repercutiu porque falava sobre abrir mão do poder que entregamos aos outros. Essa ideia de que você nunca será suficiente, mas pode reconhecer o valor do seu merecimento quando larga a régua da comparação”, disse à Glamour.
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Moore contou que não havia preparado nada para aquela noite: “Acreditava ser alguém que não recebia prêmios, que podia ter sucesso, mas não aquele tipo de reconhecimento”. Com mais de quatro décadas de carreira, a atriz afirma que segue aprendendo: “Embora eu seja mais velha, continuo sendo a aluna. Aprendi muito com Margaret Qualley [em “A Substância”]. Isso é o verdadeiro significado de irmandade”.
Vivendo um período mais calmo, entre a meditação e o convívio com as filhas, Moore reforça o valor das imperfeições: “Não sou uma especialista, também estou nesse caminho. Um passo à frente, dois para trás… e é abraçando esses momentos que encontramos os verdadeiros presentes”. Mesmo diante das barreiras de idade em Hollywood, ela se mantém otimista: “Não há tantas oportunidades para alguém da minha idade quanto para quem está nos 30. Mas ainda há muito a fazer. Não acabou até que você decida que acabou”.
Para Moore, o maior aprendizado dessa nova fase é simples: “Hoje tenho a liberdade de saber que não preciso ter todas as respostas e que a vida não vai ser roubada de mim por não saber”.





