Lula elogia ação da PF contra grupo que fraudava o Pix: “Exemplo de trabalho sério”

Segundo a Polícia Federal, organização criminosa desviou mais de R$ 813 milhões de contas de bancos e instituições de pagamento

Por Redação ContilNet 30/10/2025 às 13:54

Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (30/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exaltou o trabalho da Polícia Federal (PF) na segunda fase da Operação Magna Fraus, deflagrada para desarticular um grupo criminoso formado por hackers especializados em fraudes bancárias.

Lula elogia ação da PF contra grupo que fraudava o Pix: “Exemplo de trabalho sério”

O petista destacou que a corporação tem “inteligência policial, tecnologia e planejamento”/Foto: Cedida

O petista destacou que a corporação tem “inteligência policial, tecnologia e planejamento”, e que a operação é resultado de “mais um trabalho sério e eficaz”. A ação resultou na determinação do bloqueio de bens e valores de investigados na ordem de R$ 640 milhões, com o objetivo de descapitalizar a quadrilha.

“Inteligência policial, tecnologia e planejamento. É com o uso dessas armas que a Polícia Federal localizou e prendeu suspeitos de integrar a quadrilha de hackers que desviou dinheiro de empresas ligadas ao PIX. Mais um trabalho sério e eficaz da Polícia Federal”, afirmou Lula.

A declaração é dada no dia em que o chefe do Executivo sancionou a lei que endurece o combate ao crime organizado no país e amplia a proteção de autoridades e servidores públicos envolvidos na área.

Operação da PF

As investigações da Operação Magna Fraus, deflagrada nesta quinta, apontam que a organização desviou mais de R$ 813 milhões de contas utilizadas por bancos e instituições de pagamento para gerenciar transferências via Pix de clientes.

Os suspeitos são acusados de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e furto mediante fraude eletrônica.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão (19 preventivas e 7 temporárias) nas cidades de Goiânia (GO), Brasília (DF), Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (SP), Praia Grande (SP), Belo Horizonte (MG), Betim (MG), Uberlândia (MG), João Pessoa (PB) e Camaçari (BA).

Parte dos investigados encontra-se no exterior. As prisões internacionais estão sendo executadas simultaneamente, com apoio da Interpol, da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha e de órgãos policiais da Argentina e de Portugal, por meio de cooperação internacional.

A investigação é conduzida pela PF e tem o apoio do Cyber GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Metrópoles

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