Val Marchiori vem compartilhando a nova fase de tratamento contra um câncer de mama, desde que foi diagnosticada no fim de agosto deste ano de 2025. Um dos efeitos colaterais da quimioterapia é a queda de cabelo e ela apareceu usando uma touca para evitar ao máximo perder os fios. A reportagem do portal LeoDias dá mais detalhes da técnica usada por pacientes com a doença.
Chama de touca inglesa, ela foi implantada pela primeira vez na Europa há mais de 25 anos. A crioterapia capilar só teve aprovação nos Estados Unidos em 2016 e ao Brasil chegou no ano seguinte.
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No momento da crioterapia capilar, a paciente coloca a touca de silicone conectada a uma máquina que esfria o couro cabeludo e temperaturas entre 18 e 22 graus. Ela precisa ficar 45 minutos antes do tratamento e não pode ser retirada até uma hora após o procedimento. Geralmente, a aplicação leva de três a seis horas e as sessões são realizadas a cada 15, 21 ou 28 dias.
Mas antes da sessão, a pessoa deve cortar o cabelo na altura dos ombros e lavá-lo duas vezes por semana (sempre nos dias anteriores às sessões), com produtos corretos e uma escova macia. Secadores e tinturas é melhor que sejam evitados, pois podem comprometer o tratamento.
Durante a aplicação do produto, alguns pacientes costumam sentir dores de cabeça e tonturas, que podem ser contornadas com analgésicos. É indicado que essas pessoas levem cobertores e roupas de frio para se aquecerem, como blusas, calças e luvas.
A crioterapia capilar também é proposta para homens com câncer de próstata e pulmão, mas não é indicada para câncer hematológicos ou para quem tem alergias ao frio, por inibir a absorção das drogas no couro cabeludo.



