Na CĂąmara, secretĂĄrio rebate crĂ­ticas e diz que quem defende permanĂȘncia no Papouco “tira direitos”

SecretĂĄrio JoĂŁo Marcos Luz reafirma plano de remoção das famĂ­lias do Papouco, destacando segurança, dignidade e transparĂȘncia no processo

Por Suene Almeida, ContilNet 10/11/2025

Durante a audiĂȘncia pĂșblica realizada nesta segunda-feira (10), na CĂąmara Municipal de Rio Branco, o secretĂĄrio de AssistĂȘncia Social e Direitos Humanos (SASDH), JoĂŁo Marcos Luz, voltou a defender a retirada das famĂ­lias da comunidade do Papouco.

Na CĂąmara, secretĂĄrio rebate crĂ­ticas e diz que quem defende permanĂȘncia no Papouco “tira direitos”

SecretĂĄrio JoĂŁo Marcos Luz reafirma plano de remoção das famĂ­lias do Papouco, destacando segurança, dignidade e transparĂȘncia no processo/Foto: ContilNet

Segundo ele, o objetivo da prefeitura Ă© garantir segurança e dignidade Ă s pessoas que vivem em condiçÔes precĂĄrias, e o processo serĂĄ conduzido de forma transparente e sem imposiçÔes. “NĂŁo Ă© possĂ­vel que alguĂ©m, em sĂŁ consciĂȘncia, defenda que pessoas continuem vivendo no meio da lama, do esgoto, em locais onde a qualquer momento pode acontecer um acidente”, afirmou o secretĂĄrio.

Ele ressaltou que a ĂĄrea foi considerada de risco pela Defesa Civil. “NĂłs, como poder pĂșblico, temos a obrigação de agir. E quem entende tecnicamente disso sĂŁo os engenheiros, nĂŁo nĂłs. A Defesa Civil jĂĄ se manifestou e apontou a gravidade da situação”, disse.

João Marcos negou que o processo de remoção esteja sendo feito de forma forçada, como alegam alguns moradores. Ele afirmou que a maioria das famílias consultadas manifestou interesse em sair e garantiu que o diålogo continuarå.

“Nada serĂĄ feito Ă  força. Os ĂłrgĂŁos de controle, como o MinistĂ©rio PĂșblico e a Defensoria, estĂŁo acompanhando tudo. Mas tambĂ©m Ă© importante dizer que impedir alguĂ©m de sair de uma ĂĄrea condenada Ă© tirar o direito dessa pessoa de viver com dignidade”, destacou.

O secretĂĄrio anunciou ainda que serĂĄ criada uma comissĂŁo com representantes da comunidade e de ĂłrgĂŁos pĂșblicospara acompanhar cada etapa do processo.

“Vamos agir com transparĂȘncia. Inclusive, nos dispomos a colocar essa comissĂŁo dentro de um ĂŽnibus, levar atĂ© o local onde as novas casas estĂŁo sendo construĂ­das, para que os moradores vejam, avaliem e decidam se gostam do que estĂĄ sendo feito. Tudo serĂĄ feito no tempo certo e de forma clara”, acrescentou.

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