O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro ironizaram as alegações de que Jair Bolsonaro teria tentado fugir ou remover a tornozeleira eletrônica. Os fatores citados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para justificar a prisão preventiva do ex-presidente. A ordem de Moraes contra o líder do PL foi decretada neste sábado (22/11).
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“Ele tava ali. Logo, rapidamente, chegaram os policiais, bateram na porta dele, viram que ele estava lá em casa, trocam a tornozeleira dele, ele volta a dormir. Essa é a fuga absurda aí, milagrosa, ele ia sair voando”, continuou o senador, acrescentando que, apesar das marcas que indicam a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro não tentou retirar o equipamento de monitoramento.
De acordo com Flávio, o pai estava com familiares que viajaram de outro estado: “Fico tentando imaginar por que ele teria feito isso. Eu acho que pode ter sido ali algum ato de desespero dele. Não sei, talvez pode ter sentido vergonha perante familiares dele que vieram em São Paulo”.
Ele acredita que o fator não motivou o decreto de Alexandre de Moraes: “Só que, mais uma vez, isso não foi decisivo pra decretação da prisão dele. A prisão dele já estava já estava decidida. Por fim, Carlos ressaltou que, caso Jair Bolsonaro tivesse planejando fugir, teria apenas cortado a tornozeleira eletrônica.
A prisão preventiva de Bolsonaronão tem relação com a condenação pela tentativa de golpe de Estado, na qual o ex-presidente foi condenado a 27 anos. A ordem atende a um pedido da Polícia Federal e foi expedida como uma ação cautelar após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente à residência do pai. A movimentação acendeu o alerta para uma possível interferência e obstrução na fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar.




