O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse à coluna que não irá no evento organizado pelo governo para a sanção do projeto que isenta quem ganha até R$ 5 mil de pagar Imposto de Renda.
Com cara de campanha eleitoral, o Planalto preparou uma solenidade para anunciar a medida com potencial de alavancar a candidatura de Lula a um quarto mandato.
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O problema é que o clima pesou e o evento será marcado pela ausência de Hugo Motta e, provavelmente, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Este último ainda mantém o compromisso na agenda.
As consequências já estão dadas. A ausência de Hugo Motta é o mesmo que colocar no papel que acabou de vez o dálogo entre governo e Câmara.
Atacado pelo gabinete do ódio do PT nas redes sociais e por ministros de Lula nas últimas semanas, Motta rompeu com o líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e sua ausência fala mais do que mil palavras.
Se for, Alcolumbre vai estragar a foto que os marqueteiros tanto querem usar na campanha. Um não quer ver a cara do outro, e reuni-los no mesmo palanque é torta de climão garantida.
Se não for, a ausência ganhará mais protagonismo do que o próprio ato.

