O Senado aprovou nesta terƧa-feira (2) o projeto de Lei (PL) 1791/2019 que trata do aproveitamento dos empregados de empresas pĆŗblicas do setor elĆ©trico que foram privatizadas pelo Programa Nacional de Desestatização (PND). O texto, que segue para a sanção do presidente Luiz InĆ”cio Lula da Silva, foi apresentado no Ć¢mbito do processo de privatização da Eletrobras, concluĆdo em 2022.

Pela proposta os empregados de empresas do setor elĆ©trico responsĆ”veis pela produção, pela transmissĆ£o, pela distribuição e pela comercialização de energia elĆ©trica deverĆ£o ser aproveitados em outras empresas pĆŗblicas ou sociedades de economia mista em empregos com atribuiƧƵes e salĆ”rios compatĆveis com o ocupado na empresa privatizada, quando nĆ£o houver a opção de permanecer nos quadros da empresa.
NotĆcias relacionadas:
O relator do projeto, senador SĆ©rgio PetecĆ£o (PSD-AC) disse que a proposta visa evitar a dispensa de trabalhadores, com āinegĆ”vel impactoā na realidade econĆ“mica das regiƵes de atuação dessas empresas. O senador apontou que uma das medidas mais frequentes após a privatização Ć© a redução no quadro de empregados, sob a justificativa da necessidade de cortar custos.
āIsso pode ser vantajoso para os novos acionistas da empresa, mas prejudicial para o consumidor ou usuĆ”rio do serviƧo pĆŗblico. Transtornos recentes na prestação de serviƧos pĆŗblicos de distribuição de energia elĆ©trica na cidade de SĆ£o Paulo tĆŖm sido associados Ć redução promovida pela concessionĆ”ria Enel em seu quadro de colaboradores, da ordem de 51,5% em um perĆodo de cinco anosā, afirmou.
Desde 2021, quando foi enviada ao Congresso Nacional a Medida Provisória prevendo a privatização da Eletrobras, até o fim de 2023, houve 3.614 desligamentos nas empresas do grupo Eletrobras. O senador afirmou ainda que a maior parte dos trabalhadores que perderam seus empregos tinham mais de 50 anos de idade.
ā[Isso] Ć© particularmente perverso, dada a maior dificuldade enfrentada por esse grupo no processo de recolocação no mercado de trabalhoā, afirmou. āNĆ£o hĆ” dĆŗvida de que os maiores prejudicados com esses cortes no quadro de empregados sĆ£o eles próprios e suas famĆliasā, disse.
