Pedido de vista adia votação de parecer sobre mandato de Zambelli

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Pedido de vista adia votação de parecer sobre mandato de Zambelli


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Um pedido de vista coletivo adiou a votação do relatório do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que trata da perda do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Mais cedo, Garcia apresentou seu parecer se manifestando contrÔrio à cassação da parlamentar. Pedido de vista adia votação de parecer sobre mandato de ZambelliPedido de vista adia votação de parecer sobre mandato de Zambelli

Com o pedido de vista, o relatório só serÔ analisado após duas reuniões do colegiado. A previsão é que Zambelli e sua defesa sejam ouvidos na próxima reunião da CCJ.

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Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, multa e a perda do mandato no caso relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada, entretanto, fugiu para a ItÔlia, em julho, pouco antes de sua prisão ser decretada.

A parlamentar estÔ presa no país europeu, esperando uma decisão da Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. Na movimentação mais recente, o Ministério Público de ItÔlia deu parecer favorÔvel à extradição.

A decisão sobre perda do mandato foi encaminhada para a CCJ, também em junho, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Em seu parecer, Garcia afirmou não haver certeza sobre que Zambelli ordenou o ataque aos sistemas do CNJ.

ā€œOnde houver sombra de incerteza, se houver lacuna de prova, que prevaleƧa entĆ£o o respeito ao voto de quase um milhĆ£o de brasileiros que a elegeramā€, escreveu.

O deputado acusou ainda o STF de ā€œperseguição polĆ­ticaā€ a Zambelli e que a decisĆ£o da corte foi tomada a partir do que classificou como ā€œalguns arquivos recebidos por e-mailsā€ e do ā€œtestemunho dĆŗbioā€ do hacker Walter Delgatti Netto, que tambĆ©m, foi condenado e preso pela invasĆ£o do sistema do CNJ. Na invasĆ£o do dia 4 de janeiro de 2023, o hacker incluiu um pedido de prisĆ£o falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

ā€œPorque, ao fazĆŖ-lo [defender a perda do mandato], nĆ£o condenarĆ­amos apenas uma deputada. CondenarĆ­amos os seus eleitores. SilenciarĆ­amos quase um milhĆ£o de vozes que depositaram, nas urnas, a esperanƧa de serem representadas neste Parlamento. E reproduzir os frutos de uma perseguição polĆ­tica que maculou o poder JudiciĆ”rio, servirĆ” somente para macular tambĆ©m o poder Legislativoā€, justificou Garcia disse.

Após a votação do parecer, ele serÔ levado para o plenÔrio da Câmara para a votação final. Para a perda do mandato é necessÔria a maioria absoluta dos votos dos 513 deputados.

A lĆ­der do PSOl, Fernanda Melchionna (PSOL-RS) disse que o parecer Ć© um tapa na cara do povo brasileiro.

ā€œNós nĆ£o estamos julgando aqui a inocĆŖncia, que obviamente nem eu, nem o JudiciĆ”rio acham, afinal, ela foi condenada. Estamos discutindo aqui se alguĆ©m que estĆ” preso em outro paĆ­s, sem acesso Ć  internet, no xilindró, vai poder seguir com o mandato deputado federalā€, disse.

ā€œO relatório Ć© um tapa na cara do povo brasileiro, porque nenhuma pessoa em sĆ£ consciĆŖncia acha que a CĆ¢mara dos Deputados tem que gastar por mĆŖs R$ 140 mil para pagar assessores de um mandato que nĆ£o existe, porque tem uma deputada presaā€, acrescentou.

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