Quando o intestino desacelera, a solução pode vir da própria alimentação. A coloproctologista Aline Amaro explica que frutas com boa combinação de fibras e água favorecem a formação de um bolo fecal mais volumoso e macio, estimulando o movimento natural do intestino.
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Frutas e glicemia: como escolher e consumir sem medo do açúcar natural
Entre as opções com efeito laxativo reconhecido, a especialista ressalta que cinco se destacam pela eficácia e presença frequente à mesa: mamão, ameixa, kiwi, laranja e pera.
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Mamão: o clássico matinal
O mamão é um dos aliados mais tradicionais contra a prisão de ventre. Segundo Aline Amaro, o alto teor de água e fibras se soma à papaína, enzima que auxilia a digestão e facilita a evacuação — combinação que faz da fruta uma opção prática já no café da manhã.

Ameixa: fibra + sorbitol
Fresca ou seca, a ameixa reúne fibras e sorbitol, açúcar que exerce efeito osmótico ao puxar água para dentro do intestino. Consumida diariamente em pequenas porções, ajuda a “soltar” o intestino de forma natural e contínua.

Kiwi: bons resultados em quem tem constipação crônica
O kiwi vem ganhando espaço por apresentar resultados positivos em pessoas com constipação crônica. A mistura de fibras, água e a enzima actinidina favorece o esvaziamento gástrico e melhora a motilidade intestinal, apontando a fruta como uma opção eficaz para uso regular.

Laranja: só funciona com bagaço
Para entrar na lista, a laranja deve ser consumida in natura, com bagaço e gomos. É na parte branca que se concentram as fibras responsáveis por hidratar e dar volume às fezes — efeito perdido quando a fruta é ingerida apenas na forma de suco coado.

Pera: suave e eficiente
Com casca, a pera fornece boas quantidades de fibras e sorbitol. Aline Amaro compara seu efeito ao da ameixa, porém de forma mais suave, tornando-a uma alternativa interessante para o consumo diário e para manter o trânsito intestinal regular.

Hidratação e rotina importam
Para que essas frutas cumpram seu papel, é essencial beber água ao longo do dia e manter hábitos como atividade física e respeito ao momento de ir ao banheiro. A especialista reforça: se a constipação persiste apesar das mudanças alimentares, é necessário buscar avaliação médica.
