A leoa Leona, que matou o jovem Gerson de Melo Machado, conhecido como “Vaqueirinho”, após ele invadir seu recinto no Parque Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa (PB), no domingo (30), voltou à jaula nesta quinta-feira (4). O zoológico afirmou que o animal está recuperado do estresse provocado pelo ataque.
O retorno ao recinto foi divulgado pelo próprio parque nas redes sociais. Segundo a publicação, Leona entrou devagar, observou o ambiente e foi acolhida pela equipe que acompanha sua readaptação. “Todo o processo segue com cuidado e tranquilidade”, informou o zoológico.
Estresse controlado e comportamento natural
A bióloga Marília Maia, responsável pelo cuidado da leoa, afirmou que o estado do animal é considerado muito positivo.
“Ela está muito bem. Ao longo desses dias, vimos uma evolução muito positiva: comportamentos naturais, boa interação e nenhuma reação negativa, mesmo na presença de outras pessoas”, explicou. De acordo com ela, a reintrodução à jaula continuará sendo monitorada.
Leona estava afastada do público desde o ataque e havia demonstrado estresse elevado após o episódio. Ainda assim, respondeu aos comandos dos tratadores e foi contida sem necessidade de tranquilizantes. Veterinários, biólogos e zootecnistas seguem acompanhando o processo.
Como ocorreu o ataque
A invasão aconteceu na manhã de domingo, enquanto o parque estava aberto à visitação. Gerson escalou uma parede de mais de 6 metros, ultrapassou grades de segurança e usou uma árvore como apoio para entrar na área onde Leona vive.
O momento foi filmado por visitantes. Segundo o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC), Gerson morreu por choque hemorrágico provocado por ferimentos perfurantes e contundentes no pescoço. A prefeitura informou que o jovem tinha transtornos mentais e lamentou o ocorrido.
Histórico da leoa e investigação
Nascida em 2006 no próprio zoológico, Leona é filha dos leões Darah e Sadam e sempre viveu no local. Ela já conviveu com outro leão, que morreu meses depois, e desde então permanece sozinha no recinto. Há três anos, outra leoa chegou a ser transferida para a Bica, mas não houve integração.
Após o ataque, o parque foi fechado ao público e segue com atividades suspensas. A Prefeitura de João Pessoa abriu uma investigação para identificar falhas e reforçar protocolos de segurança. O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) também pediu esclarecimentos e anunciou a criação de uma comissão técnica para avaliar as condições do zoológico.
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