“O verdadeiro golpista se chama Cid”, diz advogado de Filipe Martins

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“O verdadeiro golpista se chama Cid”, diz advogado de Filipe Martins

O advogado Jeffrey Chiquini (foto em destaque), que representa o ex-assessor Filipe Martins, afirmou que o verdadeiro golpista na tentativa de golpe de Estado é o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Chiquini disse, no púlpito do julgamento do núcleo 2 da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), que Mauro Cid teria criado a minuta do golpe para incriminar Martins.

“O verdadeiro golpista se chama Cid”, diz advogado de Filipe Martins - destaque galeria3 imagensFilipe Martins, ex-assessor de Jair BolsonaroAdvogado de Filipe Martins, Jeffrey ChiquiniFechar modal.MetrópolesA Primeira Turma do STF julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, entre eles Filipe Martins1 de 3

A Primeira Turma do STF julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, entre eles Filipe Martins

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Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro

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Advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

“Condenar o Filipe Martins é condenar o Filipe Martins na palavra de Mauro Cid, que não tem credibilidade. Mauro Cid criou a minuta golpista. A minuta é dele. Ele escreveu a minuta do golpe. Ele apresentou a minuta do golpe aos comandantes”, alegou Chiquini.

O advogado prosseguiu: “Então, vejam o que sofremos para encontrar que o verdadeiro golpista se chama Mauro César Barbosa Cid. Mauro Cid mente […] O documento [a minuta] é dele. Mauro Cid é dissimulado, utiliza tudo isso a seu favor”, pontuou o defensor do ex-assessor.

Conforme dito pela defesa em entrevista ao Metrópoles, na coluna de Paulo Cappelli, Chiquini salientou que encontrou um documento nos autos que mostra o ex-ajudante sendo autor da minuta.

PGR pede condenação

Nesta terça, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se manifestou pela condenação dos seis réus acusados de trama para chegar a um golpe de Estado em 2022, que compõem o chamado núcleo 2. Durante a sustentação oral, Gonet destacou que o grupo mirava a instalação de “caos social” para provocar uma intervenção criminosa.

Gonet ainda frisou que “o cenário que estava sendo promovido era de aberta violência imposta à premissa sobre a materialidade do crime”. “É certo que os denunciados neste processo aderiram aos propósitos ilícitos da organização criminosa e contribuíram para os eventos penalmente relevantes em apreço”, afirmou o PGR, durante julgamento.

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