Alex Leandro Bispo dos Santos, apontado pela polícia como responsável pela morte de Maria Katiane Gomes da Silva, de 26 anos, teria simulado desespero e chorado abraçado ao caixão da vítima durante o velório. A mulher morreu após cair do 10º andar de um prédio na zona sul de São Paulo.
Além de revoltar familiares e amigos, a cena (assista acima), atualmente, é vista como um ato de dissimulação, considerando as fortes evidências reunidas pela investigação. Suspeita-se que ele jogou a mulher, que era sua namorada, da janela.
O crime foi cometido na madrugada de 29 de novembro, mas somente nessa terça-feira (9/12) Alex teve a prisão preventiva decretada. O caso é investigado como feminicídio.
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Imagens de câmeras de segurança do condomínio trouxeram à tona momentos de extrema violência pouco antes da morte. Nos vídeos, Alex aparece agredindo Katiane no estacionamento do prédio e, em seguida, dentro do elevador.
As cenas são fortes: em um dos trechos mais comentados, a jovem tenta acalmar o companheiro com um abraço, enquanto ele reage com agressividade, a segura com violência e a arrasta para fora do elevador.
Veja imagens:



A agressão começou no estacionamento do prédio onde o casal morava
Imagem cedida ao Metrópoles
Alex Leandro Bispo dos Santos foi flagrado agredindo a esposa no estacionamento do prédio onde moravam
Imagem cedida ao Metrópoles
Maria Katiane Gomes da Silva, tinha 25 anos e morreu vítima de feminicídio
Imagem cedida ao Metrópoles
Após a agressão no estacionamento do prédio, a violência continuou no elevador
Imagem cedida ao Metrópoles
A mulher foi arrastada para fora do elevador e arremessada do 10º andar do prédio
Imagem cedida ao Metrópoles
Alex Leandro dos Santos retorna ao elevador após a queda da esposa
Imagem cedida ao Metrópoles
Pouco tempo depois dessas agressões registradas em vídeo, Katiane foi encontrada caída no térreo do edifício. Para os investigadores, a sequência das imagens reforça a suspeita de que a queda não foi acidental.
A comoção aumentou ainda mais quando começaram a circular relatos e imagens do velório. Na ocasião, Alex, já visto nas gravações como autor das agressões, chorou sobre o caixão da mulher que, segundo a polícia, teria sido jogada por ele do alto do prédio.
Para familiares da vítima, o gesto foi encarado como uma encenação cruel, que intensificou a dor e a indignação de todos.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, analisando laudos periciais e trabalhando para reconstruir, minuto a minuto, o que aconteceu naquela noite.
O inquérito está sob responsabilidade do 89º Distrito Policial, no Jardim Taboão. A prisão temporária de Alex foi decretada para impedir que ele atrapalhe as investigações ou influencie nos depoimentos.




