Fernanda Torres vai às ruas e cobra posicionamento do Congresso em manifestação no Rio

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Manifestações contra o Projeto de Lei da Dosimetria tomaram as ruas de diversas capitais brasileiras neste domingo (14/12), reunindo artistas, lideranças políticas e movimentos sociais. No Rio de Janeiro, a mobilização teve como um dos principais destaques a presença da atriz Fernanda Torres, que discursou para o público reunido na orla de Copacabana e criticou a flexibilização das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Convocado pelo cantor Caetano Veloso, o protesto integrou uma agenda nacional de mobilizações iniciada após a aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados. A proposta altera critérios de progressão de pena e, segundo críticos, pode beneficiar condenados por participação na tentativa de golpe de Estado, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já aprovado pela Câmara, o Projeto de Lei da Dosimetria segue agora para análise no Senado, onde será avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça.

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Reprodução: Mídia Ninja
Fernanda Torres durante discursoReprodução: Mídia Ninja
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Fernanda Torres durante discursoReprodução: Mídia Ninja
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Fernanda Torres durante discurso, ao lado de LenineReprodução: Mídia Ninja
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Fernanda Torres durante discursoReprodução: Mídia Ninja
Fotos: @michelegomesph e @cris_lucenafotos/@midianinja
Povo nas ruasFotos: @michelegomesph e @cris_lucenafotos/@midianinja

No carro de som montado próximo ao Posto 5, Fernanda Torres fez um discurso marcado por referências à defesa ambiental, aos direitos das mulheres e à democracia. Em sua fala, ela cobrou responsabilidade do Parlamento e afirmou que o Congresso não pode legislar em causa própria. A atriz também retomou frases associadas ao filme “Ainda Estou Aqui”, no qual atuou e levou o Globo de Ouro de 2025 como “Melhor Atriz”, transformando o título da obra em palavra de ordem durante a manifestação.

Além de Fernanda, o ato no Rio contou com apresentações musicais e participações de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Lenine, Emicida, Duda Beat, Fernanda Abreu e Xamã. O evento foi conduzido por um trio elétrico e atraiu milhares de pessoas ao longo da tarde, segundo estimativas de institutos que monitoram atos públicos.

Os protestos se espalharam por cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Florianópolis, Natal, João Pessoa, Manaus e Porto Alegre, com pautas que extrapolaram o PL da Dosimetria. Em vários atos, manifestantes também levantaram bandeiras contra a escala de trabalho 6×1, o marco temporal para demarcação de terras indígenas e o avanço da violência contra mulheres.