O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) declarou que exames médicos realizados anteriormente já indicavam a necessidade de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passar por um procedimento cirúrgico para tratar hérnias inguinais. A afirmação foi feita neste domingo (14/12), após a divulgação do resultado de novos exames realizados enquanto o ex-mandatário está sob custódia.
Segundo Carlos, a indicação médica já existia antes, mas, mesmo assim, pedidos apresentados pela defesa de Bolsonaro teriam sido negados por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O vereador afirmou que a exigência de novos exames teria sido determinada mesmo diante de laudos prévios.
Em publicação nas redes sociais, Carlos Bolsonaro criticou a decisão e declarou que os exames já comprovavam a necessidade da cirurgia, afirmando que, ainda assim, foi exigida a realização de novos procedimentos dentro da própria Polícia Federal. Na mesma manifestação, ele comparou a situação a outros casos e afirmou que a decisão teria caráter excepcional.
Ainda na publicação, o vereador escreveu que “2018 não acabou” e sugeriu que o cenário atual teria uma intenção clara para os próximos anos, em referência ao contexto político envolvendo o ex-presidente.
No sábado (13/12), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a entrada de um médico com um aparelho portátil de ultrassom na cela onde Jair Bolsonaro está detido, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A autorização atendeu a um pedido feito pelos advogados do ex-presidente na quinta-feira (11/12).
Por volta das 13h de domingo, o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli realizou o exame no local. Após a avaliação, o advogado João Henrique de Freitas divulgou uma nota informando que os exames identificaram a presença de duas hérnias inguinais e que os médicos recomendaram a realização de cirurgia, considerada o tratamento definitivo para o quadro.
A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou de outro tecido abdominal se desloca por uma abertura na região da virilha, podendo causar inchaço, dor e desconforto, especialmente durante esforços físicos.
A realização do ultrassom foi solicitada após o ministro do STF considerar antigos os documentos médicos apresentados anteriormente pela defesa. Moraes determinou, então, que a Polícia Federal realizasse uma perícia médica oficial, com prazo de até 15 dias, para avaliar a necessidade do procedimento cirúrgico.
No dia 9 de dezembro, os advogados de Jair Bolsonaro pediram autorização para que ele seja submetido à cirurgia no hospital DF Star, em Brasília, e permaneça internado pelo tempo considerado necessário para a recuperação.
Após a decisão inicial, a defesa informou ter recebido um pedido médico atualizado, assinado pelo médico Claudio Birolini, solicitando, em caráter de urgência, a realização de ultrassonografia nas regiões inguinais direita e esquerda, com o objetivo de confirmar a existência de hérnia inguinal bilateral.
Segundo os advogados, a solicitação visava acelerar a avaliação médica e fornecer elementos diagnósticos atualizados para subsidiar a perícia oficial, sem a necessidade de deslocamento do ex-presidente.
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