A cantora Joelma representou a emoção, a memória afetiva e a celebração do Norte na noite desta última quarta-feira (17/12), durante a 9ª edição do Women’s Music Event (WME) Awards by Billboard, em São Paulo. Em entrevista ao repórter do portal LeoDias, Eduardo Reis, a artista paraense destacou a generosidade e a força da amiga Preta Gil, artista homenageada pela premiação.
Com carinho, Joelma relembrou como Preta transmitia empatia mesmo nos períodos mais difíceis: “Saudade, né? Eu estava relembrando ontem os nossos encontros, eu e a Preta. Sempre foi lindo, com alegria, aquela energia que ela tinha quando chegava”, afirmou Joelma. Segundo ela, Preta se destacava pela capacidade de acolher e incentivar as pessoas ao redor, deixando um impacto que ultrapassava o convívio pessoal: “Isso é Preta! É coração”, resumiu, emocionada.
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Joelma também fez um balanço de 2025, ano que classificou como um marco em sua trajetória e na valorização da música produzida na Amazônia. A cantora afirmou viver o “ápice” de um sonho construído ao longo de décadas, ao ver o Brasil reconhecer artistas do Norte que antes tinham projeção restrita à região: “Agora estou vendo as meninas, muitas cantoras, muitos artistas vindo de lá para cá. Era sucesso só ali, que a gente sabia o tamanho, a grandiosidade do talento deles. Agora o Brasil está conhecendo!”, disse.
A artista destacou ainda que o reconhecimento não se limita à música, mas alcança a culinária amazônica e outros aspectos culturais da região, que ganharam visibilidade nacional. Para Joelma, esse movimento está diretamente ligado às transformações vividas por Belém após a COP30, evento que, segundo ela, deixou um legado estrutural e simbólico para a cidade: “Belém é outra Belém depois da COP30, gente!”, afirmou a intérprete dos hits “Pra Te Esquecer” e “A Lua Me Traiu”.
Encerrando a conversa em tom bem-humorado e orgulhoso, Joelma resumiu o sentimento que marcou o ano: felicidade, realização e muita identidade: “A gente está muito feliz. E muito pavulagem”, brincou a cantora, sorridente, usando uma expressão típica do Pará que significa alguém vaidoso e exibicionista.





