O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em nota divulgada à imprensa nesta terça-feira (23) que a reunião mantida com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, teve como objetivo discutir as consequências da aplicação da Lei Magnitsky contra ele.
Segundo Moraes, além do encontro com Galípolo, também foram realizadas reuniões individuais com o vice-presidente jurídico do Banco Itaú e com a presidente do Banco do Brasil. O ministro ainda relatou a participação em uma reunião coletiva com presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban e do BTG, além de vice-presidentes do Santander e do Itaú.
De acordo com a nota, todos os encontros tiveram como pauta exclusiva os efeitos da sanção internacional. “Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, afirmou o ministro.
A manifestação de Moraes ocorre após o jornal O Globo noticiar que o ministro teria procurado o presidente do Banco Central em pelo menos quatro ocasiões para interceder pelo Banco Master junto à autoridade monetária. Na semana passada, o mesmo veículo revelou que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões previstos entre 2024 e 2027.
Diante das revelações, a oposição reagiu. Na segunda-feira (22), parlamentares afirmaram que pretendem apresentar um novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, além de articular a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.
Na íntegra da nota, o ministro reforça que os encontros ocorreram em razão da aplicação da Lei Magnitsky e que não houve discussão de outros temas além dos impactos da sanção sobre a manutenção de serviços bancários básicos.
