Compensação do ICMS: Receita Federal detalha novas regras para empresas do Acre; confira

Para garantir o direito à compensação financeira, os contribuintes do Acre devem ficar atentos ao cronograma

Uma nova norma da Receita Federal (Portaria nº 635), oficializada no último dia de 2025, estabelece as diretrizes para que empresas e municípios lidem com o fim gradual dos benefícios fiscais do ICMS. A medida é um passo crucial na transição para o novo modelo tributário e afeta diretamente a estratégia econômica de diversas cidades acreanas.

Compensação do ICMS: Receita detalha regras para empresas do Acre/Foto: Reprodução

Para garantir o direito à compensação financeira, os contribuintes do Acre devem ficar atentos ao cronograma. O processo de solicitação será realizado exclusivamente via sistema digital da Receita Federal, seguindo os critérios abaixo:

  • Período de adesão: de 1º de janeiro de 2026 até o fim de 2028.
  • Requisito temporal: apenas incentivos criados até 31 de maio de 2023 entram na regra.
  • Documentação: é obrigatório comprovar que as contrapartidas (como geração de postos de trabalho e investimentos em infraestrutura) foram rigorosamente cumpridas.
  • Análise técnica: cada benefício passará por um crivo da União para validar sua legalidade e impacto econômico.

A portaria traz uma segurança jurídica importante para cidades como Brasiléia, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul. Por sediarem Áreas de Livre Comércio (ALCs), essas localidades foram citadas nominalmente para garantir a manutenção de seus tratamentos diferenciados, que permanecem fora do sistema de compensação da reforma por possuírem regras próprias de preservação.

Já para o restante do interior do estado, que utiliza o ICMS para atrair indústrias e centros logísticos, o cenário é de transição. Os chamados “benefícios onerosos” — aqueles que exigem investimento direto da empresa em troca de redução de imposto — sofrerão uma redução progressiva entre os anos de 2029 e 2032.

O que será compensado?

A União focará em benefícios que geraram repercussão econômica real, como créditos presumidos e dilação de prazos para pagamento do imposto. O objetivo é evitar perdas abruptas para os empreendimentos que se instalaram no Acre baseados em promessas de incentivos estaduais de longo prazo, permitindo uma adaptação financeira enquanto o novo sistema tributário entra plenamente em vigor.

PUBLICIDADE