Por que Milton Cunha critica Virginia na Grande Rio

Escolha da influenciadora como rainha de bateria reacendeu bastidores e promessa feita a Erika Januza

Por Redação 15/01/2026

A crĂ­tica pĂșblica de Milton Cunha Ă  escolha de Virginia Fonseca como rainha de bateria da AcadĂȘmicos do Grande Rio tem um motivo que vai alĂ©m do discurso genĂ©rico sobre celebridades no Carnaval. Segundo apuração da coluna FĂĄbia Oliveira, o incĂŽmodo do carnavalesco envolve uma articulação frustrada nos bastidores.

A origem da insatisfação remonta ao ano passado, quando Erika Januza deixou o posto de rainha de bateria da Viradouro. Naquele momento, Milton Cunha teria tranquilizado a atriz, afirmando que uma grande escola de samba a convidaria em breve para assumir o cargo — e essa escola seria justamente a Grande Rio.

De acordo com fontes, Milton chegou a conversar sobre o assunto com Jayder Soares, presidente da agremiação, durante um jantar. O comentarista defendia o nome de Erika por considerar sua trajetória no samba, além de destacar a importùncia simbólica de uma mulher preta ocupar um posto tão representativo no desfile. Entre pessoas próximas a Milton, a indicação era tratada como algo praticamente encaminhado.

Por que Milton Cunha critica Virginia na Grande Rio

Reprodução/Instagram

Reviravolta com Virginia

O cenĂĄrio mudou com a entrada de Virginia Fonseca na disputa. A influenciadora teria chegado com forte aporte financeiro e enorme visibilidade nas redes sociais, fatores que pesaram na decisĂŁo final da escola. A escolha teria frustrado Milton Cunha, que viu ruir a expectativa criada em torno do nome de Erika Januza.

Esse contexto ajuda a explicar o tom mais duro adotado pelo carnavalesco ao comentar o tema publicamente. Nos Ășltimos dias, Milton vocalizou crĂ­ticas Ă  presença de celebridades sem ligação com o samba em cargos centrais das escolas, especialmente o de rainha de bateria.

CrĂ­ticas pĂșblicas e discurso sobre pertencimento

Ao abordar o assunto, Milton Cunha fez questão de ressaltar que o cargo vai muito além de visibilidade. Para ele, a função exige história, vínculo e pertencimento com a comunidade da escola.

“Essas pessoas que estĂŁo chegando de helicĂłptero acham que Ă© um posto de saracoteio, nĂŁo Ă©. Aquilo ali Ă© um pertencimento gigantesco de antes”, afirmou.

Em seguida, reforçou que sua crítica não é pessoal contra Virginia, mas parte de um debate mais amplo sobre o Carnaval.

“Eu estou do lado da comunidade. Quer aparecer? Compra um lugar no abre-alas, vem linda dando tchau, paga o melhor lugar”, disparou.

Por fim, o carnavalesco diferenciou quem desfila por compromisso com a escola de quem chega pelo apelo midiĂĄtico.

“Agora, deixa a execução do samba, do suor, da raça para quem o tem. VocĂȘ Ă© linda, maravilhosa, mas nĂŁo pode. VocĂȘ nĂŁo conhece ninguĂ©m, a nĂŁo ser o presidente”, concluiu.


Fonte: Coluna FĂĄbia Oliveira, metrĂłpoles
✍ Redigido por ContilNet

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