Joabe Lira descarta proposta para cortar salários de secretários após decisão de Bocalom

O presidente da Câmara, vereador Joabe Lira, negou que o Legislativo pretenda apresentar projeto para reduzir os salários de secretários

O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Joabe Lira (União), negou que o Legislativo pretenda apresentar um projeto para reduzir os salários de secretários municipais como forma de reação à decisão do prefeito Tião Bocalom de acionar a Justiça para diminuir o valor das emendas individuais dos vereadores.

Após o ajuizamento da ação pelo Executivo, começaram a circular especulações sobre um possível “contra-ataque” da Câmara, com a apresentação de uma proposta voltada à redução dos vencimentos do primeiro escalão da prefeitura.

Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (4), Joabe afirmou que as informações não passam de especulações e deixou claro que não há qualquer iniciativa nesse sentido por parte do parlamento municipal.

O presidente da Câmara, vereador Joabe Lira, negou que o Legislativo pretenda apresentar projeto para reduzir os salários de secretários

Joabe Lira nega que Câmara vá apresentar projeto para reduzir salários de secretários/Foto: ContilNet

Segundo o presidente, a Câmara deverá aguardar o posicionamento do Judiciário sobre o caso. “Vamos esperar o que a Justiça decidir”, disse.

Joabe declarou ainda que desconhece qualquer proposta relacionada à redução de salários de secretários e que não há a possibilidade da Câmara tentar recorrer da decisão de Bocalom na Justiça.

Bocalom participou da sessão na câmara na última terça  | Foto: Orna Audiovisual

Mais sobre a ação

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi protocolada pela Procuradoria-Geral do Município contra a emenda promulgada pela Mesa Diretora da Câmara, que alterou o regime das emendas parlamentares individuais impositivas, aquelas de execução obrigatória pelo prefeito.

De acordo com o Executivo, a proposta não foi acompanhada de estudos técnicos. Dados da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) apontam que o impacto para o exercício de 2026 será de um acréscimo de R$ 13.587.701,64 em despesas obrigatórias.

A Prefeitura argumenta que, para absorver esse aumento sem novas fontes de receita, será necessário sacrificar investimentos já planejados. Parecer da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) indica a necessidade de um corte superior a R$ 12,3 milhões no orçamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), o que pode afetar obras de pavimentação, drenagem e manutenção urbana.

Na petição encaminhada ao Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), o Executivo sustenta que a emenda apresenta vícios formais, por não trazer a estimativa de impacto orçamentário e financeiro exigida pelo artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal.

A ação aguarda decisão do TJAC, que poderá analisar um pedido de medida cautelar para suspender os efeitos da emenda antes do julgamento do mérito.

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