A imagem, que rapidamente se espalhou em grupos e plataformas digitais, revela o cenário de tensão no campus logo após o ataque. No registro, é possível ver alunos em estado de choque, além da mobilização de socorro no local onde a professora foi ferida.
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Juliana Santiago foi atacada na noite da última sexta-feira (6), dentro de uma sala de aula do curso de Direito. Segundo a polícia, o autor do crime é João Junior, aluno da universidade, preso em flagrante ainda nas dependências da instituição. A professora chegou a ser socorrida e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.
Foto: redes sociais
De acordo com o boletim de ocorrência, Juliana sofreu duas perfurações no tórax e uma laceração no braço direito. A faca utilizada no crime foi encontrada dentro da sala de aula e apreendida. Em depoimento, o suspeito alegou que mantinha um relacionamento amoroso com a professora e afirmou estar emocionalmente abalado após o afastamento dela e a retomada de contato com um ex-companheiro. A versão apresentada por ele está sendo apurada pela Polícia Civil.
Testemunhas relataram que o ataque aconteceu durante o horário normal das aulas, diante de estudantes, o que gerou correria e desespero. Um aluno que também é policial militar conseguiu conter o agressor até a chegada da Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante.
Na manhã de sábado (7), a Justiça de Rondônia converteu a prisão em flagrante de João Junior em prisão preventiva, após audiência de custódia. Ele deverá ser encaminhado ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações avançam.
Além de professora universitária, Juliana Santiago também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia. Em nota, o Grupo Aparício Carvalho lamentou a morte da docente, suspendeu as atividades acadêmicas por três dias e afirmou estar prestando apoio à comunidade acadêmica e colaborando com as autoridades.
A Polícia Civil segue com a oitiva de testemunhas, análise de imagens e apreensão de celulares para esclarecer a dinâmica completa do crime e a real motivação do ataque.
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