William Bonner relembrou de alguns projetos ao longo do tempo em que esteve á frente do “Jornal Nacional”, durante a coletiva de imprensa para apresentar as novidades para 2026, no jornalismo. O agora, âncora do “Globo Repórter”, afirmou que os especiais de 60 anos da emissora serviram como termômetro para sentir os telespectadores, contando que após os programas, as pessoas passaram a abordá-lo na rua com carinho.
“Quando a TV Globo completou 60 anos, vocês todos devem se lembrar que o projeto especial que a gente desenhou na Jornal Nacional levava a Renata Vasconcellos para viajar pelo país e assistir, isso é o que nós nunca tínhamos feito, assistir ao Jornal Nacional e apresentar o Jornal Nacional dentro da casa dos telespectadores. Eu acho que foi a maior ideia ever que eu já tive na vida. Eu não digo que é genial, mas acho que o momento, o espírito do tempo, as pessoas terem ela ao lado, primeiro isso desarmou espíritos de uma maneira muito clara para a gente, porque eu comecei a sentir as pessoas quando falavam comigo, ao longo da semana e depois”, iniciou o jornalista.
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“Eu disse na época que ela foi o show mais bacana que a Globo fez na história dela. E ela faz uns shows legais. E muito emocionante. Eu acho que a junção, pra gente que estava no JN, a junção do projeto da Renata tomando chuva amazônica, com o que aquele show trouxe, provocou de memória emotiva das pessoas, aquilo foi muito transformador na relação, durante um tempo, com o público. Pra mim, eu sou um termômetro. Pra mim, foi uma mudança muito, muito sensível”, completou.
O jornalista apontou que após tais especiais, voltou a ser abordado novamente por pessoas nas ruas de maneira positiva: “Eu passei a notar que eu andava na rua, as pessoas vinham de novo, queriam se aproximar, queriam complementar. E eu falei, eu não tô nem acostumado com isso, tá esquisito esse negócio. E desde então, a coisa ficou muito suave. Agradecimentos. Nossa, cara, tá aqui no Brasil, dentro de aeroporto, é o lugar que eu evitava. Aeroporto, na rua, no caminho, com o barbeiro, em outros bairros, em São Paulo”, falou.
Bonner lembrou ainda de uma ida ao museu do MASP, em São Paulo, que a esposa chegou a se emocionar. “Eu fiz um negócio, que a minha mulher, cara, ela quase chora de emoção. Tadinha, ela casou comigo e eu já tava debaixo de bombardeio, né?”, detalhou. Os dois foram andando para o museu, e ao chegar lá foi rodeado de pessoas, que o prestigiaram.




