Professora foi morta com faca que deu para aluno cortar doce

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A professora de Direito Juliana Santiago foi morta a facadas dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO), utilizando uma faca que ela própria havia entregue ao aluno acusado do crime. A informação consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil de Rondônia.

Segundo o relato policial, o autor do ataque, João Cândido da Costa Junior, afirmou em depoimento que manteve um relacionamento amoroso com a professora por cerca de três meses. De acordo com ele, no último mês, Juliana teria se mostrado mais distante, deixando mensagens sem resposta. O aluno relatou ainda que ficou “emocionalmente abalado” ao ver uma publicação da professora ao lado de um ex-companheiro nas redes sociais.

A faca usada no crime, descrita no boletim como pontiaguda, “do tipo punhal”, estava dentro de uma vasilha com um doce de amendoim entregue pela professora ao aluno um dia antes do ataque, para que ele cortasse o alimento. Conforme a polícia, o objeto permaneceu com o suspeito até o momento do crime.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, João aguardou que os demais alunos deixassem a sala para ficar sozinho com a professora. Os dois iniciaram uma conversa sobre o relacionamento, que rapidamente evoluiu para uma discussão. “Foi tomado por intensa raiva, desferindo diversos golpes de faca contra a vítima”, descreve o documento policial.

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Uma testemunha que estava em uma sala ao lado relatou ter ouvido gritos e barulho de cadeiras sendo quebradas por volta das 21h50. Ao verificar o que acontecia, encontrou alunos correndo pelos corredores e a professora Juliana sangrando intensamente, enquanto o autor tentava fugir.

Juliana chegou a ser levada às pressas por um veículo particular ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas já deu entrada na unidade sem vida. O boletim aponta que a professora sofreu duas perfurações na região torácica, na altura do peito direito e esquerdo, além de uma laceração no braço direito.

O suspeito foi contido por alunos dentro da própria faculdade até a chegada da polícia. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram João sentado, com as mãos posicionadas para trás, apresentando lesões aparentes no braço esquerdo e na perna direita.

Para a Polícia Civil, o depoimento do autor pode agravar a responsabilização, uma vez que a confissão de que ele esperou a saída dos colegas para ficar sozinho com a vítima é considerada indício de premeditação, além do uso de recurso que dificultou a defesa da professora.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao suspeito, com a devida ciência de seus direitos constitucionais. O caso é investigado como feminicídio.

Bacci Notícias