O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu investigar o contrato firmado entre o governo do Piauí e a empresa TRON Robótica Educacional, que é associada ao influenciador digital Whindersson Nunes. A apuração foi aberta após um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) indicar indícios de irregularidades e possível superfaturamento no acordo.
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A TRON foi contratada pela Secretaria de Educação do Piauí, em agosto de 2024, para fornecer materiais e treinamentos voltados ao ensino de robótica na rede pública estadual. O valor total do contrato ultrapassa R$ 11 milhões. Segundo o TCE-PI, no entanto, parte dos itens previstos pode não ter sido entregue, o que levantou suspeitas de dano aos cofres públicos.
No TCU, o caso está sob relatoria do ministro Aroldo Cedraz. Ao analisar a representação, ele determinou prazo de 15 dias para que a Secretaria de Educação do Piauí apresente informações detalhadas sobre a execução do contrato. A TRON também terá o mesmo período para se manifestar. Apesar disso, o ministro negou o pedido de medida liminar que solicitava a suspensão imediata do acordo.
O relatório do TCE-PI aponta possíveis práticas de direcionamento na contratação, além de indícios de superfaturamento que podem chegar a R$ 2,9 milhões. De acordo com a auditoria, foram feitos pagamentos referentes à entrega de 15 mil unidades de materiais e insumos pedagógicos. Contudo, em vistorias realizadas em escolas e em entrevistas com gestores da rede, a equipe de fiscalização não encontrou evidências da distribuição desses materiais aos alunos.
Mais detalhes da investigação do TCU
Segundo o documento, a ausência de comprovação da entrega, somada às divergências entre o que foi pago e o que estava descrito na proposta contratual, reforça a suspeita de pagamento por itens não fornecidos, o que caracterizaria superfaturamento por não execução do objeto.
O nome de Whindersson Nunes não aparece formalmente no relatório do TCE-PI, já que ele não consta no quadro societário da empresa registrado na Receita Federal. Ainda assim, a própria TRON apresenta o influenciador como sócio em materiais institucionais. Em 2023, ao receber um prêmio na área digital, Whindersson afirmou publicamente que tinha uma empresa no Piauí, a TRON. Além disso, ele já se referiu ao fundador da companhia, o físico Gildário Lima, como “sócio” em publicações nas redes sociais — termo que também foi usado pelo governador Rafael Fonteles (PT) ao mencionar a parceria com a empresa.
Agora, com a abertura da apuração no TCU, o contrato entra em uma nova fase de escrutínio, enquanto a Corte de Contas avalia se houve irregularidades e eventual prejuízo ao erário.
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