O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL) fez nova visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (11), e mais uma vez contestou a “prisão desonesta” do pai.
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Risco de broncoaspiração
Durante a nova passagem pelo Complexo Penitenciário, o ex-parlamentar destacou o problema crônico de saúde do ex-chefe do Executivo, que enfrenta crises de soluço desde a prisão domiciliar, que aconteceu em 4 de agosto.
“Deixo a Papuda com o Presidente Jair Bolsonaro enfrentando mais uma noite difícil, marcada por suas condições crônicas de soluço. Ele me contou que o problema persistiu durante toda a madrugada – algo que naturalmente nos preocupa, especialmente diante do risco de broncoaspiração quando não há acompanhamento contínuo, podendo levá-lo à morte”, reclamou.
A broncoaspiração é a entrada acidental de alimentos, líquidos, saliva ou vômito nas vias aéreas e pulmões, em vez de seguirem para o esôfago. É uma emergência médica que pode causar asfixia, pneumonia aspirativa e infecções graves.
Carlos revela situação de impotência
Carlos falou em peso ao assistir a situação do ex-presidente. “Já são mais de seis meses nessa condição e outras mais de uma dezena de comorbidades. Como filho, dói. Como brasileiro, inquieta. A sensação de impotência é grande, mas maior ainda é a convicção de que nenhum país se fortalece quando a covardia substitui o respeito às garantias constitucionais e à dignidade”, relatou.
“A rotina imposta a ele é a outros presos políticos é desumana”, protestou o ex-vereador do Rio. “Independentemente de posições ideológicas, o Brasil precisa reencontrar equilíbrio, serenidade e confiança nas instituições”, completou.
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Prisão de Jair Bolsonaro
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, por cinco crimes relacionados à trama golpista e tentativa de golpe contra a democracia brasileira.
Antes de cumprir efetivamente a pena, Bolsonaro estava sob prisão domiciliar desde 4 de agosto, em decorrência de medidas cautelares impostas em outra investigação relacionada a tentativa de coagir o STF e buscar apoio externo para sua defesa.
No dia 22 de novembro do mesmo ano, Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), cumprindo uma ordem do STF. A detenção ocorreu em Brasília junto à Superintendência da PF, após ele danificar o tornozeleira eletrônica usada na prisão domiciliar. Ele permaneceu na sede da PF até 15 de janeiro de 2026, quando foi transferido para a Papudinha, também na capital federal.
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