Depois de estrear em “Coração Acelerado” na quarta-feira (18), Ana Castela abriu o jogo sobre o maior desafio de sua primeira novela: decorar texto. “Teve dia que peguei um roteiro enorme e pensei: ‘meu Deus, como eu vou dar conta disso?’”, revelou à coluna, aos risos. A participação da cantora já começou a ir ao ar, movimentando a trama das sete, mas, fora das câmeras, ela vive seu próprio processo de descoberta.
“É bastante coisa pra memorizar, mas faz parte do processo. Estou estudando, me dedicando e levando tudo com calma, porque cada cena é um aprendizado novo”, contou. Para quem está acostumada a multidões, palcos e estrada, a rotina de estúdio e marcação de cena tem sido um território totalmente novo.
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Ana admite que nunca havia se imaginado atuando de verdade. “Fiquei muito feliz e surpresa ao mesmo tempo quando recebi o convite. Deu aquele frio na barriga bom, sabe? É um convite muito especial e um desafio enorme pra mim. Eu recebi com o coração aberto e muita gratidão”, disse.
A experiência, segundo ela, tem sido transformadora. “Sempre admirei muito o trabalho dos atores, mas nunca tinha me imaginado numa novela. Está sendo uma descoberta, um aprendizado diário e uma experiência muito especial.”
Nos bastidores, a boiadeira faz questão de destacar o acolhimento do elenco. Em suas primeiras cenas, ela contracena com nomes centrais da trama, como Agrado (Isadora Cruz), João Raul (Filipe Bragança) e Naiane (Isabelle Drummond). “Eles são muito generosos, acolhedores e me ajudam bastante. Sempre rola uma dica, uma conversa antes das cenas, e isso me deixa muito mais segura. Só tenho a agradecer por estar cercada de gente tão talentosa.”
A participação da cantora dialoga diretamente com o universo sertanejo que a novela abraça — especialmente com o olhar feminino sobre esse mercado. Para Ana, ver esse ambiente retratado na dramaturgia tem um significado especial. “O sertanejo faz parte da minha história, da minha vida e da vida de muita gente. Ver esse universo sendo retratado numa novela, ainda mais com o olhar para as mulheres, é uma forma linda de representar nossas raízes e nossa força.”
Se a rotina intensa de shows já dificultava acompanhar televisão, agora ela virou também objeto de estudo. “No momento que estou da minha vida não consigo acompanhar novelas sempre, por causa da estrada. Mas desde que comecei as gravações, passei a assistir sempre que consigo. Gosto de observar as cenas, ver como eles atuam, pra aprender e melhorar cada vez mais.”
A estreia já mostrou que a cantora chega para movimentar a história — dentro da ficção, com música e reviravoltas; fora dela, encarando o desafio de trocar o palco pelo roteiro. E, pelo entusiasmo demonstrado, Ana Castela parece disposta a transformar o nervosismo em mais um capítulo bem-sucedido da sua trajetória.
