A Polícia Civil do Acre (PCAC) deu um passo decisivo para modernizar o enfrentamento à criminalidade tecnológica. Por meio de portaria publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (24), a instituição instituiu o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad). A nova estrutura, subordinada ao Departamento de Inteligência, nasce com a missão específica de identificar, monitorar e analisar atividades ilícitas praticadas em redes sociais, aplicativos de mensagens e demais plataformas digitais.
O Noad terá um papel estratégico no combate a crimes de alta gravidade, com foco prioritário no enfrentamento ao crime organizado, ataques em ambientes educacionais e a proteção de crianças e adolescentes contra abusos e exploração virtual.

O Noad funcionará como um órgão de suporte técnico, produzindo relatórios de inteligência para delegacias da capital e do interior/Foto: Reprodução
Suporte Técnico e Inteligência
Diferente das delegacias comuns, o Noad não realizará ações operacionais de campo, como prisões ou buscas e apreensões. Sua função será estritamente técnica: o processamento de dados digitais e a produção de relatórios de inteligência que servirão como base para as investigações conduzidas pelas delegacias tanto de Rio Branco quanto do interior do estado.
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Além disso, a estrutura visa estreitar os laços de cooperação com instituições de segurança em nível nacional e internacional, permitindo que o Acre responda com mais eficiência às novas dinâmicas do crime transfronteiriço digital.
Avanço Estratégico
O delegado-geral da Polícia Civil, José Henrique Maciel Ferreira, enfatizou que a criação do núcleo é uma resposta necessária à evolução tecnológica do crime. “A criação do Noad representa um avanço estratégico no fortalecimento da nossa atividade de inteligência. Estamos ampliando a capacidade de identificar ameaças com mais rapidez e precisão, garantindo investigações mais eficientes e a proteção da sociedade como um todo”, afirmou.
A medida já está em vigor e faz parte do pacote de investimentos da Polícia Civil para adaptar a investigação criminal aos desafios do século XXI.
