A castanha, um dos principais símbolos da economia acreana, voltou a ser motivo de debate no desenvolvimento no estado. Em reunião realizada na última quinta-feira (26), em Rio Branco, representantes do governo e do setor produtivo debateram caminhos para ampliar o processamento do produto dentro do Acre e fortalecer a geração de renda a partir da produção local.
O encontro reuniu empresários, cooperativas e entidades de classe em torno de um objetivo comum: agregar mais valor à castanha produzida no estado, que ainda é, em grande parte, comercializada in natura. A ideia é ampliar a industrialização local e aproveitar melhor o potencial de uma cadeia produtiva já consolidada.
Além da expansão do beneficiamento, a discussão também passou pela necessidade de equilibrar a relação entre produtores extrativistas e indústrias, buscando garantir maior oferta de matéria-prima e melhores condições de comercialização. A proposta é construir soluções conjuntas que favoreçam todo o setor.
LEIA TAMBÉM: Hotéis do Acre têm até abril para aderir a registro digital de hóspedes; entenda
O titular da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanípal Mesquita, destacou que a castanha segue como um dos pilares da economia local e ainda tem espaço para crescer. “Historicamente, a castanha é um produto de grande relevância para o Acre e se destaca dentro das nossas exportações. Hoje, grande parte ainda é comercializada in natura, o que mostra o potencial que temos para agregar valor, atrair novas indústrias e gerar empregos a partir desse setor”, afirmou.
Já o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Alimentares do Acre (Sinpal), José Luiz Felício, reforçou a importância de manter a matéria-prima no estado para fortalecer a indústria local. “Precisamos manter a castanha no Acre para que ela seja beneficiada aqui, gerando mais benefícios para a economia local. Muitas indústrias param suas atividades por falta de matéria-prima, e esse debate é essencial para fortalecer o setor”, destacou.
A articulação também conta com a participação da Casa Civil, representada por Ítalo Medeiros, que ressaltou a importância de integrar os diferentes elos da cadeia produtiva. “A industrialização da castanha é fundamental para o desenvolvimento do Acre. É necessário construir soluções que atendam tanto os produtores quanto as indústrias, garantindo o pleno funcionamento do setor e ampliando as oportunidades de crescimento no estado”, concluiu.
Com informações da Agência de Notícias do Acre
