O processo jurídico que envolve a trágica morte do animal conhecido como “Cão Orelha” sofreu uma reviravolta inesperada. Na madrugada desta segunda-feira (13/4), morreu em Florianópolis o empresário Tony Marcos de Souza, de 52 anos.
Ele era um dos três adultos indiciados pela Polícia Civil por supostamente coagir o porteiro de um condomínio que detinha provas importantes para a investigação.
A causa da morte, confirmada pela família e pela defesa, foi um infarto fulminante. Tony era parente de um dos jovens ligados ao caso original e respondia em liberdade pelo crime de interferência no andamento do processo.
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Tony Marcos de Souza morreu de infarto, segundo a família — Foto: Arquivo Pessoal
De acordo com o portal G1, o indiciamento de Tony ocorreu em um inquérito paralelo ao de maus-tratos, focado especificamente nas tentativas de familiares em abafar evidências que pudessem comprometer os adolescentes envolvidos.
A Suposta coação e o desdobramento criminal
A investigação sobre a conduta dos adultos no Caso Cão Orelha revelou uma rede de pressões contra testemunhas-chave:
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O Alvo da Coação: O crime teria sido cometido contra o vigilante de um prédio que possuía uma fotografia crucial para elucidar a morte do cão. Tony e outros dois pais de investigados teriam tentado impedir que a prova chegasse às autoridades.
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Redistribuição do Caso: Devido à natureza criminal da coação, a 32ª Promotoria de Justiça da Capital solicitou que o procedimento fosse movido da área ambiental para uma Promotoria Criminal comum.
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Conflitos Pessoais: O promotor Fabiano Henrique Garcia destacou que os embates entre os adultos e a testemunha ocorreram dias após o crime contra o animal, motivados pela repercussão de áudios e vídeos que circulavam nas redes sociais.
Como está o caso Orelha atualmente?
- O Ministério Público de Santa Catarina solicitou em 9 de abril – três meses após a morte – novas diligências à Polícia Civil, mesmo após a conclusão do inquérito, apontando lacunas e inconsistências no material reunido.
- O pedido indica que o órgão ainda não formou posição definitiva sobre o caso, condicionando qualquer decisão à complementação das investigações.
- Entre as medidas, está a necessidade de aprofundar provas e possivelmente refazer análises para esclarecer contradições identificadas ao longo do inquérito.
- O caso segue sob apuração porque os elementos atuais não foram considerados suficientes para concluir com segurança sobre responsabilidades.
- Assim, a investigação permanece aberta, com novos desdobramentos dependentes das diligências solicitadas pelo Ministério Público.
Resumo do Caso: Investigação em Florianópolis (Abril 2026)
Confira os detalhes sobre a situação jurídica e o falecimento do indiciado:
| Detalhe do Processo | Informação Oficial |
| Indiciado | Tony Marcos de Souza (52 anos) |
| Motivo da Morte | Infarto (ocorrido em 13/04/2026) |
| Relação com o Caso | Tio de um dos adolescentes investigados |
| Crime Imputado | Coação no curso do processo contra testemunha |
| Status do Inquérito | Em andamento na esfera Criminal |
| Local do Ocorrido | Florianópolis – SC |
A morte de Tony Marcos de Souza encerra a punibilidade em relação a ele, mas o processo do Caso Cão Orelha continua para os demais indiciados. Segundo o levantamento do G1, as provas reunidas, que incluem imagens de câmeras de segurança da portaria e depoimentos, continuam sendo fundamentais para que a Justiça determine a responsabilidade de todos os envolvidos, tanto na morte do animal quanto nas tentativas de obstrução da investigação.
Até o momento, a defesa não divulgou informações sobre o velório, enquanto a sociedade catarinense segue acompanhando o desfecho de um caso que mobilizou defensores da causa animal em todo o país.

