Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂlios ContĂnua (PNAD ContĂnua), divulgada na Ășltima sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂstica (IBGE) mostram que o nĂșmero de pessoas que moram de aluguel no Acre teve um aumento de 88% na Ășltima dĂ©cada.
Em 2016, a quantidade de imĂłveis alugados era de 25 mil e, em 2025, esse nĂșmero aumentou para 47 mil. Em 2025, 16,3% dos domicĂlios no Acre eram alugados, e em 2016 o percentual era de 7,6%.
De acordo com a pesquisa, os imĂłveis prĂłprios que ainda estĂŁo sendo pagos tiveram um aumento de 40% entre 2016 e 2025. O percentual passou de 1,5% para 2,4%.
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Os dados mostram ainda que os imĂłveis cedidos tiveram aumento durante a Ășltima dĂ©cada foi de aproximadamente 68,8%. A participação das moradias prĂłprias jĂĄ quitadas subiu de 55% (180 mil) em 2016 para 72,3% (209 mil) em 2025, um aumento de 17,3 pontos percentuais.
O nĂșmero mĂ©dio de moradores nos domicĂlios no Acre Ă© de 3,0, atrĂĄs apenas de MaranhĂŁo (3,0) Roraima (3,1), ParĂĄ (3,2), Amazonas (3,3).
CenĂĄrio nacional
Em 2025, o nĂșmero de domicĂlios particulares permanentes aumentou 18,9%, de 66,7 milhĂ”es para 79,3 milhĂ”es, em comparação com 2016. Neste perĂodo, o nĂșmero de domicĂlios alugados foi o que mais cresceu, 54,1%, de 12,2 milhĂ”es para 18,9 milhĂ”es. JĂĄ os domicĂlios prĂłprios ainda pagando tiveram elevação de 31,2%, enquanto os jĂĄ pagos subiram 7,3%.
O aumento das unidades domiciliares alugadas foi um dos destaques, de acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill. “Foi um aumento de 5,4 pontos percentuais em relação a 2016. Quase um quarto dos domicĂlios brasileiros sĂŁo alugados, enquanto a taxa de domicĂlios prĂłprios ainda pagando nĂŁo variou muito ao longo do tempo; de 6,2, em 2016, para 6,8, em 2025. JĂĄ domicĂlio prĂłprio que jĂĄ estĂĄ pago vem diminuindo e chegou a 60,2%. Ă uma redução de 6,6 pontos percentuais, em relação a 2016”.
Entre os domicĂlios particulares permanentes no Brasil, 82,7% (65,6 milhĂ”es) eram casas, enquanto apartamentos totalizavam 17,1% (13,6 milhĂ”es), no ano passado. No entanto, de 2016 para 2025, o nĂșmero de apartamentos cresceu 48,7%, enquanto o de casas aumentou 14,2%.
Maioria dos domicĂlios Ă© de telha sem laje de concreto
Do total de domicĂlios no paĂs, 48,9% (38,8 milhĂ”es) possuĂam telha sem laje de concreto como material predominante na cobertura em 2025. Em seguida, o material predominante foi telha com laje de concreto, com 32,7% (25,9 milhĂ”es). DomicĂlios com somente laje de concreto eram 15,6% (12,4 milhĂ”es), e 2,7% (2,2 milhĂ”es) utilizavam outro tipo de material. A RegiĂŁo Sudeste foi a Ășnica que registrou percentual de domicĂlios com predominĂąncia de cobertura de telha com laje de concreto (49,1%), superior ao daqueles com telha sem laje de concreto (25,8%). Nas demais regiĂ”es, a cobertura de telha sem laje de concreto foi predominante.
DomicĂlios com parede em alvenaria/taipa com revestimento aumentaram 3,0% em um ano
A alvenaria/taipa com revestimento foi o material predominante nas paredes dos domicĂlios particulares permanentes em 2025, chegando a 89,7%. O avanço foi de 2,1 milhĂ”es de domicĂlios com esse material, que corresponde a um aumento de 3,0%, em comparação com o ano anterior. O crescimento foi proporcionalmente maior do que o avanço no nĂșmero de domicĂlios no paĂs (2,6%).
“Ă um nĂșmero que mostra uma evolução econĂŽmica das regiĂ”es. O Norte tem se destacado, com um aumento de 10,0 pontos percentuais, chegando a 71,5% dos domicĂlios com esse tipo de parede”, comenta o analista da pesquisa.
Com informaçÔes da AgĂȘncia do IBGE

