Mulher é torturada e tatuada à força por companheiro

Homem foi preso por torturar e tatuar companheira em Itapetininga

Por Redação ContilNet 23/04/2026 às 09:24

Um caso de violência doméstica com requintes de tortura chocou a região central de Itapetininga, no interior de São Paulo. Um homem de 32 anos foi preso em flagrante — prisão esta já convertida em preventiva pela Justiça — após sua companheira, de 28 anos, conseguir fugir de um cativeiro onde era submetida a agressões brutais e mutilações.

O Cenário do Horror

A Polícia Civil, coordenada pelo delegado Franco Augusto Costa Ferreira, encontrou evidências perturbadoras na residência do suspeito, localizada na Rua João Adolfo:

  • Instrumentos de Tortura: Foram apreendidas lâminas de barbear, bitucas de cigarro usadas para causar queimaduras e um gancho metálico utilizado em agressões íntimas.

Com informações do Metrópoles.

  • Mutilação e Marcas: A vítima foi tatuada à força pelo agressor e sofreu cortes por todo o corpo. Peritos encontraram marcas de sangue na cama onde a mulher era mantida amarrada.

  • Estimulantes e Fotos: No local, foram apreendidos estimulantes sexuais de origem animal. A investigação aponta que o suspeito fotografava os episódios de tortura para humilhar a vítima.

A Fuga Estratégica

Após um relacionamento de 11 anos e uma tentativa de reconciliação em janeiro deste ano, a rotina de abusos escalou para ameaças de morte. A vítima relatou que o companheiro afirmava que ela “devia a alma para ele”. A liberdade só veio quando o acusado consumiu medicamentos controlados e caiu em sono profundo. A mulher aproveitou a oportunidade para fugir e, com o apoio do irmão, buscou socorro em uma delegacia. Ela apresentava hematomas graves no rosto, nariz e cabeça devido a socos e cotoveladas.

Próximos Passos Judiciais

O homem permanece preso e responderá pelos crimes de tortura, lesão corporal grave e ameaça. A Polícia Civil continua analisando os equipamentos eletrônicos apreendidos para verificar se as imagens da tortura foram compartilhadas com terceiros. A vítima está sob proteção e recebe acompanhamento psicológico.

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