Cientistas desenvolvem tratamento para proteger fetos da zika

Por IG 10/11/2016 Ă s 10:07
Gråvida que for infectada pela zika corre o risco de transmitir o vírus para o feto, que poderå ter må-formação

Pixabay Gråvida que for infectada pela zika corre o risco de transmitir o vírus para o feto, que poderå ter må-formação.

Uma terapia que tem o potencial de proteger bebĂȘs no Ăștero de mulheres infectadas pelo vĂ­rus Zika estĂĄ em desenvolvimento por cientistas americanos. AtĂ© agora, o tratamento foi testado apenas em ratos de laboratĂłrio, conforme revelou a revista cientĂ­fica Nature.

No entanto, os cientistas afirmam que a técnica pode eventualmente levar a uma terapia disponível para mulheres gråvidas que venham a contrair o vírus Zika, causador de microcefalia em recém-nascidos.

A terapia utiliza anticorpos de células sanguíneas de indivíduos que jå combateram o Zika. Nos ratos de laboratório, o tratamento diminuiu de forma substancial a quantidade de vírus em circulação no sangue materno.

Consequentemente, a placenta foi menos afetada e os ratinhos nasceram muito maiores do que os filhotes das mães que não haviam recebido o tratamento. Os pesquisadores ressaltaram que ainda serão necessårios anos de testes para se ter certeza de que o tratamento serå seguro e efetivo para ser implementado em mulheres gråvidas.

No meio tempo, cientistas também concentram esforços para o desenvolvimento de uma vacina que poderia evitar que o vírus se prolifere.

“AtĂ© se nĂłs tivermos um dia uma vacina contra o Zika, ainda assim algumas pessoas serĂŁo infectadas,” afirmou a professora Laura Rodrigues, da London School of Hygiene and Tropical Medicine. “Para essas pessoas, um tratamento como esse, com a utilização de anticorpos, seria Ăștil”, explicou a especialista.

O Zika no Brasil

Surtos do vĂ­rus Zika foram registrados no continente americano e, mais recentemente, no Sudeste AsiĂĄtico. No Brasil, o Ășltimo boletim divulgado pelo MinistĂ©rio da SaĂșde registrou 200.465 casos provĂĄveis de febre pelo vĂ­rus Zika entre janeiro e setembro de 2016, tendo sido confirmados 109.596 casos.

Os Estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro e Bahia foram aqueles com maior incidĂȘncia de infecçÔes pelo vĂ­rus. Entre gestantes, o nĂșmero de casos provĂĄveis registrados no Brasil foi de 16.473, sendo 9.507 confirmados. No total, 9.862 casos de microcefalia foram notificados atĂ© outubro, sendo 2.063 confirmados.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.