Websérie mostra a jornada de drones em busca de botos da Amazônia

Por A CrĂ­tica 27/01/2017 Ă s 10:13
Websérie mostra a jornada de drones em busca de botos da Amazônia

No Rio Juruá, foram avistados mais de 700 botos. (Foto: Bruno Duque/A Crítica)

O WWF-Brasil, o Instituto Mamirauá e a Conservation Drones lançam hoje (27) a websĂ©rie Expedição Ecodrones – Botos da AmazĂ´nia, composta por cinco vĂ­deos, de curta duração, a serem divulgados na internet. Tecnologia de ponta, uma rica biodiversidade, a imensidĂŁo da maior floresta tropical do mundo sĂŁo o enredo da sĂ©rie que mostra a incrĂ­vel jornada para testar a contagem de botos com o uso de drones.

A expedição, que faz parte do projeto Ecodrones Brasil, foi realizada de forma inédita, no final de 2016. A proposta foi testar e aprimorar técnicas e metodologias para a utilização de drones em pesquisas científicas e utilizá-los para otimizar atividades de campo que exigem grande esforço da equipe e alto investimento de recursos. Ao todo, a viagem percorreu 400 km pelo Rio Juruá, próximo ao município de Tefé, no Amazonas, em oito dias, e avistou 791 botos.

“Queremos que as pessoas acompanhem os desafios, as surpresas e as belezas naturais que vivenciamos durante essa expedição. Ficamos muito satisfeitos com o resultado e esperamos que isso possa chamar a atenção para a importância do uso de tecnologias em prol da conservação”, avalia Marcelo Oliveira, especialista de conservação do programa AmazĂ´nia do WWF-Brasil.

Segundo ele, o projeto inova em ser o primeiro a utilizar a tecnologia para monitoramento populacional de botos. “É a primeira vez no mundo que um trabalho como esse Ă© feito com mamĂ­feros aquáticos em rios amazĂ´nicos. Já houve registro de comportamento de botos. Mas um censo, ou densidade populacional, nunca foi feito”, relatou.

De acordo com Miriam Marmontel, pesquisadora do Instituto Mamirauá – unidade de pesquisa do MinistĂ©rio da CiĂŞncia, Tecnologia, Inovações e Comunicações – a proposta foi testar uma metodologia que possibilite a coleta de dados por meio dos vĂ­deos gravados por drones. ApĂłs a comparação das informações dos vĂ­deos com as informações registradas pelos pesquisadores, espera-se alcançar um modelo de utilização do drone para a contagem de botos.

A pesquisadora do Instituto Mamirauá e do Conselho Nacional de Desenvolvimento CientĂ­fico e TecnolĂłgico (CNPq), Daiane da Rosa disse que foi uma experiĂŞncia nova para todos e a primeira vez que um grupo fez estimativas de botos no Rio Juruá, das espĂ©cies cor-de-rosa (Inia geoffrensis) e tucuxi (Sotalia fluviatilis). “Do Acre atĂ© o Solimões, na desembocadura do rio, o Rio Juruá passa por trĂŞs Reservas Extrativistas (Resex): do Alto, do MĂ©dio e do Baixo Juruá. Com essa pesquisa, nĂłs conseguimos contemplar quase completamente a do Baixo Juruá. Por mais que se trate de uma Resex em terra, nĂłs sabemos que o rio acaba sendo uma zona de amortecimento dessas reservas, entĂŁo por isso a importância de estudar tambĂ©m a fauna do rio”, afirma.

Os vídeos serão disponibilizados nas redes sociais das organizações e também no site.

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